Política
O vereador Hamilton Assis (PSOL) avaliou como “necessário” a revisão de políticas criadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores na Bahia em meio às críticas sobre o Bahia Pela Paz. De acordo com o edil, avanços, principalmente na área estrutural, “beneficiaram grandes capitais com as obras tamanho G”.
“Você constrói VLT para melhorar a mobilidade urbana, mas a especulação imobiliária fica esperando para pegar carona, para subir seus espigões nas regiões que vão ser valorizadas com a chegada desses VLTs. E, sobretudo, você conta com a expulsão dessas famílias que estão nesses locais, que esperavam ser beneficiadas depois de muitos anos com essas obras, e que estão sendo desapropriadas para dar lugar a esse processo de modernização que nós consideramos que é necessário, mas que os nativos moradores dessas regiões deveriam ser prioridade ou, pelo menos, beneficiar-se desse processo de modernidade. O governo Jerônimo ficou nos devendo. São esses debates que a gente quer fazer”, pontuou o vereador em entrevista à imprensa nesta segunda-feira (6).
Na última semana, Hamilton não escondeu as insatisfações com a gestão petista na Bahia, que está no poder há quase 20 anos. Para jornalistas, o psolista cravou que a inicitiva do governo não está sendo suficiente para mudar a realidade de jovens negros que vivem na periferia.
“O programa até apresenta elementos que consideramos relevantes do ponto de vista da atenção social, mas o central da segurança é a política em relação às ações policiais nos bairros periféricos da nossa cidade. É isso que a periferia está clamando do governador, pois me parece que, nesse aspecto, ele não mudou nenhuma vírgula”, disse.
De acordo com dados do Anuário Brasilerio de Segurança Pública 2024, a Bahia é o estado com maior número de mortes cometidas por policiais. No total, foram computados cerca de 1.556.
Ao comentar sobre o cenário eleitoral para 2026, Hamilton destaca que o PSOL possui um viés de pensamento diferente com relação, principalmente, sobre política de segurança.
“Eu acho que a gente precisa pensar num modelo de desenvolvimento do Estado, principalmente desenvolvimento econômico do Estado, que desconcentre a riqueza, que possibilite outras formas de desenvolvimento, que ataque profundamente seus problemas estruturais, que é a concentração da riqueza e a desigualdade econômica e social”, acrescentou.
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