Política

Em meio crise com EUA, vereadora trans chama Trump de "saco de pipoca laranja"; assista

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Vereadora compartilhou um vídeo no Instagram criticando o mandatário norte-americano  |   Bnews - Divulgação Redes Sociais/TV Globo
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 11/07/2025, às 19h32



A vereadora trans de Natal (RN), Tabatha Pimenta (PSOL), referiu-se ao presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, como “saco de pipoca laranja” ao comentar sobre as políticas do governo norte-americano.

“Não vai ser um saco de pipoca laranja que vai dizer que eu não posso existir, que eu não posso amar, que eu não posso cuidar. É porque eu me tornei uma mãe e quem é que vai cuidar do meu filho”, disse a vereadora em um vídeo compartilhado no Instagram na quinta-feira (11). 

Na mesma publicação, Tabatha Pimenta rechaçou o tarifaço imposto por Donald Trump de 50% sobre os produtos brasileiros. Para a vereadora, a medida representa uma “vingança política descarada” devido ao apoio do republicano ao ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por crimes no Supremo Tribunal Federal (STF). 

“Donald Trump acaba de lançar uma bomba que pode incendiar as relações entre Brasil e Estados Unidos. [...] Mas o motivo é ainda mais absurdo: Trump usou o julgamento de Jair Bolsonaro no STF como ‘justificativa’, chamando-o de ‘vergonha internacional’! É uma vingança política descarada que ameaça a nossa economia e a nossa soberania!”, destacou a vereadora.

“Enquanto a medida prejudica diretamente a economia e os trabalhadores brasileiros, parte da base bolsonarista, em um alinhamento impensável, parece aplaudir a ação de Trump. É crucial que o Brasil e seu povo sejam respeitados”, acrescentou. 

Restrições 

Em seu segundo mandato na presidência dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou mudanças no país com impactos diretos à comunidade LGBTQIAP+.

Em janeiro, o presidente assinou uma ordem executiva para restringir transições de gênero para menores de 19 anos. Em junho de 2025, uma juíza federal dos Estados Unidos barrou um decreto que tentava obrigar os passaportes de cidadãos trans e não-binárias viessem marcos com o sexo biológico e não com o gênere que eles se identificassem. 

Logo nos primeiros dias de governo, a presença de mulheres trans foi proibida em prisões femininas, além de assinar um decreto para banir soldados transgênero do Exército. 

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