Política

Vereadores de Salvador divergem sobre julgamento de Bolsonaro durante sessão na Câmara Municipal

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Aladilce Souza e Cezar Leite manifestaram suas posições a favor e contra o julgamento de Bolsonaro  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Youtube
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 03/09/2025, às 17h46



Durante sessão na Câmara de Salvador, ocorrido nesta quarta-feira (3), os vereadores Aladilce Souza (PCdoB) e Cezar Leite (PL), divergiram sobre o julgamento de Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente está sendo julgado por seu envolvimento na trama golpista, como membro do núcleo crucial da trama golpista. 

Durante discurso, a vereadora afirmou que o julgamento do ex-presidente irá fortalecer a democracia e o judiciário brasileiro. Para ela, os crimes de Bolsonaro e dos demais envolvidos foi amplamente provado e pediu que a justiça seja feita o mais rápido possível. 

Nós tivemos nove golpes e, em geral, aqueles que foram anistiados voltam e conseguem efetivar seus golpes. Então, pela primeira vez, vamos ter a justiça sendo feita. E o ex-presidente, os militares e aqueles que os acompanharam, que essas pessoas paguem as suas penas. Assim vamos passar um recado de que aqui não é qualquer país e ninguém vai subjugar. Sem Anistia”, disse. 

Ela ainda criticou o presidente dos EUA, Donald Trump, e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por tentarem interferir, usando sanções internacionais. 

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Logo após a declaração da líder da oposição, o vereador bolsonarista Cezar Leite subiu no púlpito da casa legislativa municipal e defendeu o ex-presidente, afirmando que o Bolsonaro é inocente. Segundo ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) quer condenar um “preso político” fingindo estar fazendo “justiça”. 

É um julgamento do Estado brasileiro que foi sequestrado de forma sistemática. Nós temos claras fraudes processuais, com provas demonstradas por Eduardo Tagliaferro [ex-assessor de Moraes]. Por muito menos foi anulada a Lava Jato”, declarou. 

O vereador apontou que o ministro do Supremo é o principal culpado pelos problemas políticos, econômicos e de relações internacionais. “O judiciário, através da corte Suprema, está anulando o país”, concluiu, convocando apoiadores para fazer protesto na capital baiana, no sete de setembro.

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