Política
por Anderson Ramos
Publicado em 05/08/2026, às 12h42
Anunciado como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência da República, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) é acusado de estupro de uma menor de idade e tentativa de suborno.
O caso ganhou repercussão em março deste ano, quando a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) e o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) fizeram a acusação durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, a qual Gaspar era relator.
Lindbergh e Soraya acusam Gaspar de ter estuprado, oito anos atrás, uma adolescente de 13 anos, que teria engravidado. A vítima hoje teria 21 anos e a criança, 8.
Ainda de acordo com a denúncia, a avó da criança foi registrada como mãe, uma vez que a adolescente era nova demais para assumir o bebê. Eles disseram ter encaminhado à PF prints de conversas e "informações complementares" mostrando que um intermediador de Gaspar teria tentado comprar o silêncio da vítima.
Esse intermediador teria feito um pagamento de R$ 70 mil à mulher, e outros R$ 400 mil estariam sendo negociados, "sempre com a finalidade de assegurar silêncio, impedir a comunicação do crime e garantir impunidade".
Os parlamentares disseram ao Estadão que todas as supostas provas foram encaminhadas à PF. Segundo eles, essas evidências estão sob sigilo, e nenhuma delas foi apresentada ao Estadão.
Alfredo Gaspar nega as acusações e alega que a história, na verdade, refere-se a um caso tido pelo seu primo, Maurício César Brêda Filho, que teria mantido relacionamento sexual com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade.
Essa mulher teria engravidado e, sem comunicar nada à família, se mudado para o Rio de Janeiro. A criança teria sido batizada de Lourilene Pereira da Silva.
No Rio, a mãe de Lourilene se casou e constituiu uma família. Anos depois, quando a filha tinha 15 anos, a mãe teria revelado a ela a história sobre o pai biológico. Em 2012, Lourilene teria decidido procurá-lo, segundo ela relatou ao Estadão.
A equipe de Gaspar enviou ao jornal um exame de DNA realizado em novembro de 2014, em que teria sido confirmada a paternidade de Maurício.
Soraya Thronicke, por sua vez, rebateu o deputado nas redes sociais. "Apenas para esclarecer: ele apresentou outro caso que nada tem a ver com a denúncia. Estamos tratando de uma possível filha de 8 anos, cuja mãe tem 21. Façam as contas!", escreveu.
"Para se defender ele trouxe um DNA do primo Juiz e um vídeo da filha desse primo já bem adulta que ele reconheceu tardiamente. Uma história não tem nada a ver com a outra!", completou a parlamentar.
Ao longo de toda a minha vida pública, construí uma trajetória limpa, honrada e dentro da lei. Sempre atuei com firmeza no combate ao crime e jamais me afastei dos princípios que norteiam minha conduta.
As acusações recentemente levantadas por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke são falsas, levianas e absolutamente irresponsáveis. Trata-se de uma tentativa clara de desviar o foco das graves investigações conduzidas pela CPMI do INSS, por meio de ataques pessoais e narrativas sem qualquer respaldo na realidade.
Não aceitarei que minha honra e minha história sejam atingidas por mentiras. Adotarei todas as medidas judiciais cabíveis para responsabilizar os autores dessas acusações, inclusive no âmbito do Conselho de Ética. Estou indo na Polícia Federal prestar uma notícia crime por coação no curso do processo e denunciação caluniosa.
Seguirei firme, com serenidade e responsabilidade, cumprindo meu dever com a verdade e com o povo brasileiro. O Brasil merece respeito, e não será enganado por ataques desesperados.
Classificação Indicativa: Livre
Smartwatch top
Bom e Barato
famoso copo
som poderoso
Notebook bom e barato