Política
por Redação BNews, com informações de Alex Torres
Publicado em 17/09/2025, às 12h00 - Atualizado às 13h28
O vice-prefeito de Maragogipe, Dr. Adhemar, fez um apelo durante o lançamento do projeto "MP a Bordo - Travessia Legal e Segura", realizado nesta quarta-feira (17) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), que busca melhorar a estrutura do transporte hidroviário de passageiros em todo o estado. Segundo ele, o píer de embarque do município está em condições críticas e pode ser a "próxima tragédia anunciada".
De acordo com Adhemar, a estrutura utilizada diariamente por moradores da zona ribeirinha e por mais de 60 crianças que atravessam de lancha para estudar em localidades vizinhas está com a infraestrutura comprometida há anos. Um vídeo gravado por um vereador da cidade mostra o estado precário do equipamento.
"Essa é uma tragédia anunciada, porque aquele píer vai cair por falta de manutenção. O Governo do Estado já esteve lá, mas nada foi feito. A população ribeirinha desembarca e embarca todos os dias", disse.
O vice-prefeito explicou que um convênio chegou a ser firmado para a reforma da estrutura, inicialmente orçada em R$ 5 milhões. No entanto, uma vistoria técnica feita pela empresa vencedora da licitação constatou que a parte inferior do píer estava totalmente destruída, elevando o custo para R$ 25 milhões. "Essa constatação ocorreu há cerca de cinco anos e, desde então, nada foi feito. Os pilares estão corroídos há mais de uma década", completou.
Durante o evento, que contou com a presença de representantes de órgãos de fiscalização, Dr. Adhemar pediu a atuação do Ministério Público na cidade do Recôncavo. "Faço um apelo para que o MP vá a Maragogipe ver o que estou dizendo. Se essa tragédia acontecer, todos vão lembrar desse alerta", afirmou.
MP a Bordo - Travessia Legal e Segura
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) lançou, nesta quarta-feira (17), o projeto que busca uma melhoria estrutural do transporte hidroviário de passageiros em todo o estado. O evento contou com a presença do procurador-geral de Justiça Pedro Maia, de representantes de diversas prefeituras, inclusive de Salvador, e de vários órgãos de fiscalização, parceiros da iniciativa, como Agerba, Procon, Codecon, Capitania dos Portos e Corpo de Bombeiros.
Segundo a promotora de Justiça Thelma Leal, o projeto vai promover ações fiscalizatórias no transporte hidroviário de passageiros, a fim de mapear o setor e levantar informações essenciais, como a identificação das concessionárias e permissionárias, análise das tarifas praticadas, rotas operadas, tipos de embarcações em uso, condições dos atracadouros e terminais, existência (ou não) de contratos de concessão ou permissão, bem como a legislação aplicável.
Thelma apontou ainda que o transporte por água na Bahia tem sido prestado de forma precária, com terminais que operam muitas vezes sem fiscalização, sem segurança e com pouca estrutura, onde os passageiros embarcam e desembarcam em locais sem cobertura, sem sinalização, sem acessibilidade e sem equipamentos básicos de segurança. A situação coloca em risco a vida de quem depende desse tipo de transporte.
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