Política
O senador Angelo Coronel (PSD) se posicionou contra a Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU) por conta de operações contra prefeitos no interior baiano. Presente no 8º Encontro de Prefeitos da Bahia, realizado na manhã desta quarta-feira (29) no Centro de Convenções de Salvador, o parlamentar criticou as acusações infundadas por conta de denúncias sem embasamento.
"Eu também acho isso um absurdo, governador, meu senador Otto Alencar, meus caras membros da mesa, meus caras conselheiros, demais autoridades. É coisa linda. Chega de manhã, carro preto, aquela águia dourada, CGU com aqueles sacolonas nas pretas, entra numa prefeitura, via uma denúncia. Quando chega na cidade, um carro da Federal ou da CGU, o prefeito já está condenado. Já começa a oposição e dizem em sina: 'Você viu? O prefeito foi flagrado roubando'. Quando você prova que é inocente, quem acusou o prefeito não tem nenhuma denúncia, não tem nenhuma sanção. Eu quero mudar a lei de abuso de autoridade, e quem denunciar sem ter a prova concreta, também vai responder na Justiça por essa denúncia vazia. Nós temos que respeitar a classe de prefeito", disse Coronel.
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O senador estava ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), e seu colega de bancada no Senado, Otto Alencar (PSD). Coronel ainda defendeu uma revisão do pacto federativo para não deixar prefeitos atrelados diretamente ao governo federal.
"Esse pacto federativo tem que ser mexido, não dá simplesmente para ficar amém, amém, amém e os municípios simplesmente mendigando, indo para Brasília quase toda a semana, atrás de uma emenda para tentar resolver os problemas internos. Então se a gente equaciona, muda esse pacto federativo da distribuição das arrecadações, os municípios ficaram autosuficientes. E eu tenho um é ir ver prefeito ir para Brasília só para passear, não atrás de mim. Daí vem quem vai atrás do prefeito para voltar, porque aí termina o prefeito nem querendo e ele não sabe onde o dinheiro é aplicado", pontuou.
Se dirigindo ao governador Jerônimo Rodrigues, Coronel, que é relator da proposta orçamentária do governo federal no Senado, cobrou que o petista faça pressão para obras no interior baiano.
"Eu tinha alocado R$ 500 milhões para as estradas vicinais na Bahia e outras ações. É preciso que a gente faça pressão porque se não termina não sendo contemplado. Eu tenho certeza de que o governo da Bahia precisa de recursos para fazer frente aos seus programas. É importante não só atender aos municípios", disse o senador.
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