Política
por Daniel Serrano e Carolina Papa
Publicado em 18/12/2025, às 15h34 - Atualizado às 16h22
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou a se defender das críticas após a aprovação do 23º empréstimo, avaliado em R$ 720 milhões, pela Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). Em entrevista à imprensa, o chefe do Palácio de Ondina voltou a pontuar a “boa saúde financeira” do Estado e a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Executivo para justificar a quantidade de operações de crédito.
“Eu jamais enviaria um pedido para a assembleia se a minha Secretaria da Fazenda não me apresentasse contas para poder tomar o adiantamento desses empréstimos. Nós estamos fazendo pavimentações de estradas, hospitais, creches e escolas. Isso é fruto dos empréstimos. Se eu não tivesse solicitado essa ajuda à assembleia para me ajudar nos empréstimos, eu não estaria aqui hoje celebrando [as entregas]”, disse o petista durante a agenda que autoriza convênios para obras em diversos municípios baianos no Auditório Jorge Calmon, na ALBA.
Jerônimo Rodrigues comparou ainda a quantidade de empréstimos feitos por ele em comparação ao ministro da Casa Civil, Rui Costa. Segundo o governador, a principal diferença entre as duas gestões é que, na época do titular da pasta, o Governo Federal “não permitia” que a Bahia realizasse as operações de crédito.
“Nós tivemos Rui Costa, que governou por oito anos. Ele ficou seis anos sem tomar nenhum empréstimo. Não é porque ele não precisou, ele precisava. É porque o governo federal não permitia, o ex-presidente da República não gosta da Bahia e não gosta do Nordeste. O Rui se virou utilizando os recursos próprios, as emendas, sacrificando algumas áreas. Olha, quando eu chego [no governo], eu chego com Lula. Então eu tenho potencial. Outro aspecto importante disso é que a Bahia tem saúde financeira para tomar empréstimo”, acrescentou.
O governador destacou que, diante do montante milionário, à expectativa é que, em 2026, a gestão estadual possa “consolidar entregar”.
“Encerramos o ano como o ano que mais investiu no Brasil. Estão falando que nós superamos São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, que são estados ricos, com muito dinheiro. A gente recebe 16 vezes menos São Paulo. [...] Nós estamos falando de um investimento só neste ano, mudando todo o nosso histórico de investimento. A nossa expectativa é que, em 2026, a gente possa consolidar essas entregas. [...] Cabe agora aos deputados e deputadas debaterem, fazerem as mudanças importantes quando essas mudanças vêm e [apresentar] sugestões para melhorar”, complementou.
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