Política
Publicado em 19/11/2024, às 12h41 Humberto Sampaio e Daniel Serrano
O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA), comentou sobre a Operação Contragolpe, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (19), contra uma organização criminosa que planejou um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a PF, o grupo é apontado como responsável por planejar um ato denominado "Punhal Verde e Amarelo", para assassinar Lula; o seu vice-presidente, Geraldo Alckmin; e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Na operação, um policial federal e de quatro militares (da ativa ou na reserva). Um deles, Mario Fernandes, ocupou a Secretaria-Geral da Presidência da República do governo de Jair Bolsonaro.
Ao BNews, Almeida classificou o episódio como uma “tragédia” e que “foge de toda a percepção do senso comum” ao comparar com outros golpes registrados ao longo da história.
“Uma tragédia, algo que foge de toda a percepção do senso comum. Nos tempos medievais, a gente ouvia falar de golpes com decapitação, corta-cabeça, assassinatos. Os golpes que o Brasil viveu e que o mundo acompanhou em tempos mais recentes, sempre condenáveis, integralmente condenáveis, mas não chegava ao requinte de maquinação, de crueldade e torpeza como essa tentativa que foi revelada hoje”, disse.
O deputado baiano avaliou ainda que a operação deflagrada PF, somada ao atentado ocorrido na semana passada, com duas explosões na Praça dos Três Poderes, em Brasília, põe um fim nos debates na Projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional que prevê conceder anistia aos envolvidos nos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023.
“Não tem menor dúvida, não tem que se falar em anistia. Anistia seria estimular esse tipo de prática. Seria um combustível a impunidade, seria um combustível para a agressão ainda maior, a democracia, a vida das pessoas e das instituições. Esse tema seguramente está enterrado. O que tem que fazer é exatamente o contrário, é aprofundar as investigações, identificar as pessoas, identificar a origem disso, quem estava por trás disso tudo, como a estrutura do estado brasileiro foi utilizada para servir a esses interesses e ter uma Punição absolutamente rigorosa”, avaliou.
“Eu tenho certeza que é esse o comportamento das instituições no Brasil, é essa cobrança que a sociedade faz e é isso que vai acontecer. Jamais a anistia e esse tema, seguramente, vai ficar sepultado pela vontade do povo brasileiro”, emendou.
Apesar das recentes tentativas de golpe de Estado, Daniel Almeida acredita que o Brasil não corre risco de passar por uma ruptura do estado democrático e direito.
“Não, eu não vejo que tenha esse risco. Acho que as instituições estão funcionando, estão se harmonizando cada vez mais. O Brasil ocupa um espaço relevante no cenário global. A Cúpula agora do G20 demonstra isso, a força, o prestígio e a solidariedade que o mundo tem para o caminho que o Brasil está construindo”, disse
“Eu não tenho dúvida que aqueles que tentarem quebrar a normalidade democrática, violar a vontade soberana do voto, vão ter a punição que a sociedade brasileira cobra e que eles merecem. Eu não tenho a dúvida que isso não vai abalar a nossa democracia”, afirmou.
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