Política
por Daniel Serrano
Publicado em 03/05/2025, às 07h32 - Atualizado às 07h32
O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile foi hostilizado por manifestantes ao desembarcar no aeroporto de Fortaleza no último dia 22 de abril. Ele foi à capital cearense para participar de um organizado pelo Movimento Democracia Participativa, que debatia temas como reforma política e combate à corrupção.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Stedile cercado por um grupo de cerca de dez manifestantes, com bandeiras do Brasil e gritando enquanto ele e sua mulher deixavam o aeroporto.
O grupo gritava frases como "MST, vai pra Cuba com o PT" e chamaram Stedile de "terrorista", "assassino", "fascista" e "comunista". O episódio durou cerca de seis minutos, até o líder entrar em um carro e deixar o aeroporto.
O deputado federal Chico Alencar (PSOL) usou as suas redes sociais na noite desta sexta-feira (2) para lamentar o ocorrido. "Lamentável! João Pedro Stédile e sua companheira foram cercados por fanáticos no aeroporto de Fortaleza. Gritaram ofensas em seus ouvidos até que entrasse. Stédile e sua mulher seguiram firmes, sem recuar - exemplos de autocontrole. O ódio não irá nos intimidar!", escreveu o parlamentar em seu perfil no X (antigo Twitter).
Lamentável! João Pedro Stédile e sua companheira foram cercados por fanáticos no aeroporto de Fortaleza. Gritaram ofensas em seus ouvidos até que entrasse. Stédile e sua mulher seguiram firmes, sem recuar - exemplos de autocontrole. O ódio não irá nos intimidar! pic.twitter.com/AhKymYKDGC
— Chico Alencar ☀️ (@depchicoalencar) May 3, 2025
A direção do MST divulgou nota de repúdio ao ocorrido e classificou o episódio como "ato agressivo e constrangedor". Para o grupo, o caso é "reflexo do atual momento político pelo qual passa o país, em que se vê crescer a cada dia o ódio contra os movimentos populares, migrantes e a população negra e pobre".
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