Política

VÍDEO: Vereador classifica escala 6x1 como "desumano" e defende tramitação de PEC na Câmara; assista

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Vereador Augusto Vasconcelos argumenta que PEC tem como proposta melhorar "qualidade de vida e a redução do adoecimento físico e mental”.  |   Bnews - Divulgação Joilson César/BNews
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 12/11/2024, às 16h22



O vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB) saiu em defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) contra a escala 6x1. O edil classifica o debate sobre o tema como “salutar e importante” para garantir a “melhoria da qualidade de vida e a redução do adoecimento físico e mental”.

O avanço científico e tecnológico possibilitou o aumento significativo da produção. Não é razoável que a classe trabalhadora deixe de usufruir desses avanços. Precisamos assegurar condições dignas de trabalho que implicam também em descanso. É desumano achar que a pessoa vai trabalhar seis, até sete vezes na semana e não vai ter um descanso. Estamos lutando pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários, como forma de assegurar melhoria da qualidade de vida, redução do adoecimento físico e mental para as pessoas e para as famílias”, afirma Augusto Vasconcelos ao BNews.

Na Câmara de Vereadores de Salvador (CMS), Augusto Vasconcelos alega que “famílias estão sendo desestruturadas” devido a escala 6x1. O vereador alega que “ninguém nasceu apenas para trabalhar” e defende que o ambiente de trabalho seja um local de acolhimento.  

“As famílias estão sendo desestruturadas. As crianças têm aulas durante a semana e no fim de semana ficam sem seus pais e suas mães porque [eles] estão trabalhando. A PEC apresentada precisa tramitar na Câmara dos Deputados para que a gente faça o debate. Não podemos impedir que esse debate aconteça, pelo contrário, precisamos estimular os países onde houve essa implementação”, afirma o vereador. 

“Eu enxergo como um debate muito salutar e importante. Até Bill Gates, um dos caras mais ricos do mundo, está defendendo uma tributação sobre a robotização. Hoje já existe tecnologia para acabar com milhares de empregos e o que é que se faz com essas pessoas? O sistema capitalista tenta nos tratar como peças descartáveis de uma engrenagem muito perversa e não podemos aceitar isso como normal. Precisamos, sim, de um ambiente que acolha as pessoas, [que] aumente as oportunidades de emprego e assegure uma renda digna para que nós possamos usufruir de bem-estar com a nossa família, precisamos de vida além do trabalho. Ninguém nasce apenas para trabalhar”, finaliza.

No início da tarde desta terça-feira (12), a PEC já havia sido assinada por 134 deputados federais. É necessário que o texto tenha 171 assinaturas para que seja protocolado na Câmara dos Deputados. 

A PEC propõe a redução de 44h para 36h o limite máximo de horas semanais trabalhadas sem mudança no valor salarial.

Classificação Indicativa: Livre

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