Política
Vereadores da Câmara Municipal de Natal cobraram medidas mais enérgicas no sistema de segurança da Casa. O pleito ocorre um dia depois da vereadora Thabatta Pimenta (Psol) ser alvo de ataques transfóbicos durante a sessão de votação do título de Cidadão Natalense ao ex-presidente Jair Bolsonaro(PL).
Os ataques foram proferidos por pessoas que acompanhavam e foram denunciados à Polícia Civil. Os insultos contra a vereadora, que é uma mulher trans, foram registrados em vídeo pela equipe da própria edil.
Um dos agressores a chamou de “mulher do Paraguai”, entre outras ofensas. Thabatta lamentou a omissão da Casa diante do episódio. “A delegada me perguntou o que a Câmara fez para me proteger. Eu disse: nada. Era para ter havido voz de prisão no ato”, afirmou.
A líder da oposição, vereadora Brisa Bracchi (PT), classificou as agressões como "ofensas criminosas" e pediu providências à Mesa Diretora. Já o vereador Cláudio Custódio (PP) destacou que esse não foi um caso isolado, relembrando o episódio em que o vereador Matheus Faustino (União) foi agredido fisicamente durante outra sessão.
Camila Araújo (União), que presidiu a sessão desta quarta, garantiu que a Mesa Diretora vai se reunir para tratar do episódio. Ela também afirmou que o presidente da Câmara, Eriko Jácome (PP), será informado do caso. “Vamos dialogar sem seletividade. A segurança da Casa deve ser prioridade”, concluiu.
Veja:
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— BNews Natal (@BnewsNatal) May 22, 2025
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