Política
Publicado em 20/09/2024, às 11h17 - Atualizado às 11h18 Alex Torres e Lucas Pacheco
O deputado federal Léo Prates (PDT-BA) disparou contra o vice-governador da Bahia e candidato a prefeito de Salvador, Geraldo Júnior (MDB). Durante a cerimônia de entrega da Comenda 2 de Julho à advogada, empresária, vice-presidente da Associação Comercial da Bahia e presidente da Função Baía Viva, Isabela Suarez, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), na manhã desta sexta-feira (20), Léo afirmou não ter problemas com o emedebista, mas disse discordar das críticas ferrenhas que ele tem feito ao seu antigo grupo político.
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"As mudanças são possíveis. O que eu apenas discordo do candidato Geraldo Júnior são as críticas tão ferrenhas, tão duras, a outro time que ele fez parte. É isso que eu discordo. Eu acho que você não é obrigado a ficar casado com ninguém, trazendo um dito popular, você não é obrigado a isso. Agora, a respeitar a sua própria história, você tem que, por coerência, fazer", alfinetou Léo.
Sobre a mudança de lado de Geraldo Júnior, o deputado federal foi enfático.
"Olha, vamos lá, eu posso dizer, você pode dizer, Léo foi filiado à União Brasil, depois o PDT. Eu tive dois partidos na minha vida, tô muito bem no PDT, eu acho que as mudanças, as transformações, fazem parte da vida. Agora não dá pra você desconsiderar a sua própria história. Então, Geraldo foi secretário aqui da prefeitura, foi secretário de esportes da prefeitura, é um membro querido aqui por muitas pessoas no grupo, isso não quer dizer, porque a gente quer bem alguém, a gente tem que pensar igual, ou a gente tem que, na política, estar defendendo aquelas ideias, né? Eu tenho um respeito, um carinho por Geraldo, mas eu penso diferente dele e me mantenho firme aqui na defesa da gestão do prefeito Bruno Reis, que eu acho que é o melhor para as pessoas, né? Quer dizer que Salvador não tem nenhum problema? Não. Quer dizer que nós melhoramos muito. Salvador, assim como a Bahia, tem problemas também, e aí cabe ao eleitor fazer avaliação como é que está o governo da Bahia", ressaltou.
Léo Prates também elogiou o prefeito e candidato à reeleição Bruno Reis (União).
"Ele trabalhou a vida inteira, pra ter esse carinho. Acho que o bom político é isso. Ele fica emocionado, ele entra na casa das pessoas, ele come, é uma pessoa de verdade. A gente fica muito feliz que ele não esquece as suas origens. Então, o que eu posso dizer a vocês é que nós vamos trabalhar dia a dia pra que Bruno tenha o máximo de votos possível para o dia 6 de outubro. Quanto vai ser isso? Só o povo de Salvador vai dizer e Deus. Mas, assim, nós não vamos parar um só dia. Nós vamos trabalhar como se fosse o primeiro dia de eleição, todos os dias até o dia 6 de outubro", disse o deputado.
Sobre a tentativa de nacionalização da disputa em Salvador, com candidatos trazendo os nomes do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a campanha, o ex-presidente da Câmara de Salvador afirmou que discorda dessa estratégia de reduzir o país "em apenas dois brasileiros".
"Olha, eu estou vendo uma coisa que eu sempre, eu tenho dito lá no plenário da Câmara dos Deputados. Eu me considero um político de centro, eu não me considero nem um político de esquerda, nem de direita, eu me considero um político. Ontem eu via a Tábata Amaral falando nas suas redes sociais, eu gostei muito, eu me considero alguém que pode perfeitamente defender a justiça social com equilíbrio fiscal. Então eu me pareço muito com o que pensa a Tábata em São Paulo, eu estava assistindo suas redes sociais ontem. E essa coisa de querer transformar o Brasil, que é formado por milhões de brasileiros, em apenas dois brasileiros, por mais brilhantes que eles sejam, Lula e Bolsonaro, o Brasil é muito maior que dois brasileiros e nós estamos conversando com o povo, com a gente de Salvador. Eu acho que é isso que Bruno Reis tem que fazer. Nós vamos trabalhar com qualquer presidente que venha a ganhar as eleições, nós vamos ajudar qualquer presidente. Veja, eu voltei em Ciro Gomes, mas eu sou um dos deputados que mais apoiou as medidas de justiça social do governo e você pode pegar as estatísticas do próprio governo. Eu não vejo dessa forma. Você tem dentro do PL que é o partido do presidente Bolsonaro, cerca de 25 a 30 deputados que votam costumadamente com o governo. E tem tido uma postura mais governista. Então, eu acho que isso é querer diminuir a inteligência do eleitor que é muito inteligente, muito esperto pra saber escolher aquilo que é melhor pra ele, pra sua cidade. É isso que tá em debate nesse momento.
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