Política

'Vou ter muita prudência para que esse país não vire uma esculhambação', diz Pacheco sobre impeachment contra Moraes

Pedro Gontijo / Agência Senado
Presidente do Congresso, Pacheco cobrou cautela e disse que vai analisar impeachment contra Alexandre de Moraes  |   Bnews - Divulgação Pedro Gontijo / Agência Senado
Cadastrado por Daniel Serrano

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Publicado em 24/08/2024, às 09h32 - Atualizado às 09h32



O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), cobrou cautela na análise de um eventual pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribuna Federal (STF), Alexandre de Moraes.

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O pedido contra o membro da Suprema Corte vem sendo debatido por um grupo de parlamentares no Congresso Nacional por conta de uma série de reportagens publicadas pelo jornal Folha de São Paulo, que apresenta a troca de mensagens entre assessores de Moraes e o setor de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral quando ele presidia. Para os parlamentares, as informações coletadas pelo tribunal eleitoral teriam sido abusivas as investigações contra os invasores das sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

"Vou ter muita prudência em relação a esse tipo de tema para não permitir que esse país vire uma esculhambação de quem quer acabar com ele. Tenho responsabilidade com meu cargo, tenho responsabilidade com a democracia, tenho responsabilidade com o estado democrático de direito, tenho responsabilidade com o equilíbrio do Brasil, Qualquer medida drástica de ruptura entre Poderes nesse momento afeta a economia do Brasil, afeta a inflação, afeta o dólar, afeta o desemprego, afeta o nosso desenvolvimento", disse Pacheco, na última sexta-feira (23), a jornalistas após receber homenagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"Nunca vou abrir mão de exigir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa. Por outro lado, há muito pouco tempo estávamos enfrentando o 8 de janeiro, em que pessoas invadiram a sede dos três Poderes, pretendiam intervenção militar, invocavam o AI-5 [Ato Institucional no 5], que gerou no Brasil uma excepcionalidade muito grande, e pretendiam inclusive sacrificar, prender, autoridades públicas nesse golpe de estado que desenhavam e ensaiavam", acrescentou.

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