Política
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem encarando uma série de derrotas no Congresso Nacional, a última delas foi em relação a Lei das Saidinhas. Para o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), falta uma maior participação dos ministros na articulação política.
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Em entrevista ao Globo, o ex-governador da Bahia também cobrou uma presença maior do próprio presidente Lula nesse dialogo entre o Palácio do Planalto com o Congresso.
Em julho do ano passado, Wagner havia dito que a atuação do presidente era “fundamental" para a articulação e não soube apontar o que falta para Lula assumir de vez o protagonismo na articulação.
“Só perguntando a ele. A decisão de retornar (agora) foi dele, certo? O sistema é presidencialista. É a figura dele que puxa, sempre foi. As pessoas querem bater foto com o presidente, com o governador, não com o emissário. A presença dele muda a capacidade de articulação. Mas tem que dar o tempo. Não posso impor”, disse Wagner.
O senador ainda comentou sobre a “entrega” de alguns ministérios a partidos de Centrão na tentativa de melhorar a relação com o Congresso. Para Wagner, a relação com partido que não fazem parte da base do governo tende a ser mais complicada.
“O que Lula fez foi adotar a política que sempre adotou: quem ajudou a conquistar tem direito a se ver no governo. Infelizmente, a relação partido-parlamentar não é mais a mesma. Os parlamentares se sentem muito mais autônomos, por conta das emendas e do fundo partidário. A gente deve começar a fazer reuniões chamando os ministros de tal partido e as suas bancadas. ‘Cara pálida, e aí? Você está sentado aqui, quantos votos tem o teu partido quando eu preciso?’", disse Wagner, que apontou para o que falta para que a articulação do governo melhore.
“Falta nada, só o tempo. A sociedade também tem de dizer que tipo de comando ela quer: o do medo ou o do argumento. Não vou sucumbir ao comando do medo. Não me interessa ganhar nesse mesmo sistema. É uma injustiça falar que a articulação política vai mal. Estamos saindo de uma tormenta, que era o estilo deles (bolsonaristas) de governar: "Não tenho política para dar, então toma dinheiro”. Começou o orçamento secreto. Todo mundo sabe disso. O Congresso foi empoderado. Então, vamos para o parlamentarismo. Se vocês querem esse sistema, temos que mudar, porque aí você está empoderado, mas está responsabilizado” finalizou.
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