Política

Wagner critica Flávio Bolsonaro após novo tarifaço dos EUA contra o Brasil: “falta absoluta de bom senso e nacionalismo”

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Senador petista afirmou que viagens do pré-candidato ao exterior para defender punições contra o país prejudicam o interesse nacional  |   Bnews - Divulgação BNEWS
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 16/07/2026, às 09h43



O senador Jaques Wagner (PT) voltou a criticar a postura do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro após os Estados Unidos confirmarem uma nova sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros.

Em entrevista à rádio Interativa FM de Itabuna, na manhã desta quinta-feira (16), o parlamentar afirmou que o comportamento do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e de sua família representa uma “falta absoluta de bom senso e nacionalismo”.

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Segundo Wagner, Flávio Bolsonaro e integrantes da família têm viajado aos Estados Unidos para endossar punições e narrativas contra o Brasil. O senador afirmou que, em momentos de tensão comercial, a defesa dos interesses do país deveria estar acima de disputas eleitorais.

Wagner cita viagem a Washington contra primeiro tarifaço
Durante a entrevista, o senador lembrou que liderou, no ano passado, uma missão suprapartidária com integrantes da oposição para tentar reverter o primeiro tarifaço em Washington.

“É uma falta absoluta de bom senso e de nacionalismo. Em vez de defender o desenvolvimento do Brasil, o candidato vai ao exterior propor a entrega de metais raros, riquezas e nossa autonomia. Em momentos como este, a defesa do interesse nacional deveria estar acima de disputas eleitorais”, afirmou Wagner.

Senador questiona justificativa para sobretaxa dos EUA
Jaques Wagner também afirmou que a nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não teria base técnica, argumentando que a relação comercial entre os dois países seria vantajosa para os americanos.

“O Brasil compra mais do que vende para os EUA, nossa relação é altamente lucrativa para eles. Alegaram que o PIX prejudica as empresas americanas de cartões, mas não podem nos impedir de ter uma tecnologia que nos orgulha muito. O PIX incluiu a população de menor poder aquisitivo no sistema financeiro, sem cobrar taxas. Não vamos abaixar a cabeça nem parar de progredir para proteger o mercado de empresas estrangeiras”, declarou o senador.

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