Política
por Thiago Teixeira e Anderson Ramos
Publicado em 18/02/2026, às 13h15 - Atualizado às 13h20
O senador Jaques Wagner (PT) classificou como "grosseria" a postura do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil) diante da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval de Salvador, no último sábado (14), no Circuito Osmar (Campo Grande).
A declaração foi dada ao BNews durante a apresentação do balanço oficial das ações do Governo da Bahia no Carnaval 2026, realizada nesta quarta-feira (18). Para Wagner, faltou cordialidade institucional por parte do chefe do Executivo municipal, que não recepcionou o presidente da República.
Achei uma grosseria do prefeito. Um presidente da República numa festa da importância do Carnaval de Salvador deve ser saudado, independentemente do partido. Chegaram a fechar o camarote da prefeitura. Reverência é uma coisa, falta de educação não é", afirmou o parlamentar.
Ele ainda afirmou que, caso Lula tivesse descido para a pista, a recepção popular teria sido massiva. Wagner também rebateu críticas de que haveria um grupo político fechado controlando o estado. Segundo ele, os governos do PT ampliaram a participação econômica e política.
Se o presidente Lula descesse para a pista, quem ia sumir na poeira era o ex-prefeito. O carinho do povo daqui pelo presidente é impressionante. [...] Quando a gente chegou, derrubou a panelinha. O governo não tem uma empreiteira escolhida. Não tem televisão carimbada, rádio carimbada, imprensa carimbada. Ele deve ter se olhado no espelho quando falou disso", frisou ao BNews.
Ao comentar declarações do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto — que minimizou a vinda do presidente ao Carnaval —, Wagner afirmou que a influência de Lula segue forte no estado. Na visão do senador, o carinho popular demonstrado ao presidente durante o Carnaval confirma o peso eleitoral do petista.
Na minha opinião, a força de Lula é incrível. Você vê o carinho do povo aqui no Carnaval, no Rio de Janeiro, em todos os lugares que ele passa. Eu não tenho ilusão: com essa polarização mundial, as eleições serão sempre duras. Não tem mais ninguém ganhando de 70 a 30. É 55 a 45", afirmou o senador.
Confira a entrevista completa:
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