Política

Wagner Moura denuncia ‘complô’ entre Flávio Bolsonaro e Trump contra o Brasil: “Submisso”

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No episódio 'Pátria Submissa', Wagner Moura critica a relação da família Bolsonaro com os EUA e seus impactos na soberania nacional  |   Bnews - Divulgação Calma Urgente / Youtube
Cauan Borges

por Cauan Borges

borgesjornalismo2023@gmail.com

Publicado em 16/10/2026, às 13h48



Indicado ao Oscar e ganhador do Globo de Ouro pelo filme “O Agente Secreto” (2025), o ator baiano Wagner Moura teceu fortes críticas à relação da família Bolsonaro com o governo dos Estados Unidos no sexto episódio da série jornalística “Revelando”, lançado nesta sexta-feira (16). 

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Intitulado “Pátria Submissa”, o programa aborda os interesses norte-americanos nas eleições brasileiras e os possíveis impactos dessa aproximação para a soberania nacional, com destaque para a disputa internacional por terras raras, caso o candidato Flávio Bolsonaro (PL) vença o pleito no dia 25 de outubro.

Na abertura do episódio, Wagner apresenta o que considera uma articulação para favorecer os interesses dos EUA em território brasileiro. 

Hoje você vai descobrir a história de um complô pra saquear o Brasil. Um complô que conta com traidores da pátria, gente submissa, e voluntários que estão entregando o país de bandeja pros americanos”, afirmou o ator.

A produção conta com uma entrevista exclusiva com o general Santos Cruz, militar de três estrelas e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro. A conversa foi conduzida em Brasília pelo jornalista Bruno Torturra, um dos editores da série, e também disponibilizada na íntegra no YouTube.

Durante a entrevista, o militar discute a relação da família Bolsonaro com o grupo político do presidente norte-americano Donald Trump, além dos interesses dos Estados Unidos em meio à disputa comercial com a China. A possibilidade de influência estrangeira sobre decisões políticas brasileiras também aparece entre os temas abordados.

Um dos pontos centrais do episódio é a importância estratégica das terras raras, conjunto de elementos minerais utilizados na fabricação de equipamentos eletrônicos e no desenvolvimento de tecnologias avançadas, incluindo sistemas ligados à inteligência artificial. O Brasil possui reservas desses recursos e ocupa uma posição de interesse na disputa internacional pelo controle de cadeias de fornecimento.

Wagner Moura destaca a dependência norte-americana da produção chinesa e relaciona esse cenário à política externa de Trump: “De cada dez quilos de terras raras que os Estados Unidos importam, sete vêm da China. E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba, por isso e um monte de outras coisas”, afirmou o soteropolitano.

Na avaliação apresentada pelo ator, a disputa não se limita às relações comerciais entre as duas potências. Moura atribui ao presidente norte-americano o interesse em controlar recursos minerais de outros países: “Que o minério dos outros seja dele”, diz Wagner.

Com um tom mais sombrio, o episódio descreve uma sequência de pressões econômicas e políticas que, segundo a narrativa da produção, poderia favorecer os interesses norte-americanos em outros territórios.

Primeiro vem a pressão: uma guerra, uma tarifa, um empréstimo, o que for preciso. Depois, alguém no poder que deva o próprio cargo ao Trump: a Delcy na Venezuela, o Espriella na Colômbia, o Milei na Argentina. E, no fim, chega o acordo: minério e petróleo saindo do país, com os americanos comandando”, afirmou o ator.

A proximidade entre Trump e integrantes da família Bolsonaro é apontada como um dos elementos centrais da discussão. Santos Cruz alerta para os possíveis desdobramentos dessa relação caso o grupo político retorne ao comando do Palácio do Planalto em 2027. A produção associa esse cenário às preocupações com a autonomia brasileira diante dos interesses econômicos e estratégicos dos Estados Unidos.

Assista:

Wagner Moura também manifesta apoio a Lula

Além das críticas à relação entre a família Bolsonaro e o governo norte-americano, Wagner Moura publicou um vídeo em apoio a estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), responsáveis pela organização do grupo PUC Antifascista, na última quarta-feira (14).

Na gravação, o ator elogia a mobilização dos universitários e destaca o papel histórico da juventude em manifestações políticas e movimentos de resistência no Brasil. Ao se dirigir aos estudantes, Wagner afirma: “É muito bonito ver a juventude na rua. Esse país é de vocês”.

A mensagem termina com uma manifestação de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou de uma entrevista na TV Globo na quinta-feira (15), um dia antes da sabatina de Flávio Bolsonaro na emissora.

Assista:

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