Política

Zé Cocá revela limite de gastos com festa e cachês para "salvar São João" da Bahia; entenda

Bernardo Rego / BNEWS
Segundo Zé Cocá, foram estipulados um limite para pagamento de artistas e no reajuste para as festas municipais  |   Bnews - Divulgação Bernardo Rego / BNEWS
Bernardo Rego e Héber Araújo

por Bernardo Rego e Héber Araújo

Publicado em 04/02/2026, às 17h59 - Atualizado às 17h59



Após fazer a previsão de que o São João irá deixar de existir no interior da Bahia, o prefeito de Jequié, Zé Cocá, apontou revelou detalhes da reunião da UPB que definiu um teto de gastos para artistas durante os festejos juninos. Segundo revelou, ficou decidido que haverá um teto de R$700 mil em cachê para cada artista.

O gestor municipal ainda apontou que também ficou decidido que a organização da festa só poderá gastar 5% a mais do que gastou no ano anterior. A estrátégia faz parte de uma ação das prefeituras baianas para conter as despesas exorbitantes com as festas de São João da Bahia.

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“Criamos esses critérios aqui, com o apoio do TCM, TCE e Ministério Público, para que a gente crie, de fato, esses controles e a gente tenha um São João Bom com condições que possamos pagar. A média de São João, se você avaliar os últimos 3 anos para cá, nós subimos mais de 300% do custo da festa em relação ao primeiro ano de 2022”, disse o Cocá.

Para o prefeito, o aumento exponencial dos cachês dos artistas foi o grande causador do fim das festas de São João privadas. “A gente tinha artista no passado fazendo 300 mil, hoje é um milhão, e não cabe uma festa privada. Então, como esses artistas foram para as praças, não há necessidade de fazer uma festa privada”. 

Segundo Zé Cocá, as prefeituras têm investido tanto nas festas de rua de São João, trazendo artistas de alto nível, que os empresários pararam de fazer festas e optaram por investir em camarotes. 

“O cara está tocando na praça, eu vou pagar uma festa privada para tocar. E as praças também só organizaram muito. Hoje que é você tem portal, detector de metal, nós temos monitoramento constante, drone, que deram mais qualidade. Basicamente uma festa fechada”, afirmou.

“O camarote fica ali e você assiste a festa, que é pública, na área privada. Então mudou o sentido da privatização”, concluiu.

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