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Zé Eduardo comenta operação da PF que mira contrato na Saúde de Salvador; confira

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A Prefeitura de Salvador se defende, afirmando que o caso está relacionado a um contrato encerrado e reafirma seu compromisso com a ética na administração pública.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 12/06/2025, às 13h56 - Atualizado às 14h02



Durante seu programa na Rádio Baiana FM (89,3), na manhã desta quinta-feira (12), o apresentador Zé Eduardo fez duras críticas à Prefeitura de Salvador após a deflagração de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos. Segundo a polícia, os valores ultrapassariam a marca de R$ 100 milhões.

“Quando chove em Salvador, é caos na cidade. Mas o que também desaba é a confiança do povo nas instituições. Cem milhões de reais desviados? Isso é uma quadrilha dentro da Prefeitura Municipal de Salvador”, disparou.

O comunicador, conhecido por seu tom direto, também questionou a atuação da Secretaria Municipal da Educação, especialmente diante da paralisação nas escolas municipais. “Quase 50 dias sem aula. E ninguém fala nada? Enquanto isso, roubo atrás de roubo. A gente vê o branco, o rico, o poderoso que rouba e sai na frente sem algema, enquanto o preto e o pobre apanham e vão pro fundo da viatura.”

Zé Eduardo reforçou seu compromisso com a transparência e com a população de Salvador. “A gente vai pra cima, doa a quem doer. O povo tem o direito de saber com quem está lidando. Não dá mais pra aceitar nota oficial como resposta. Queremos nomes. E eu vou dar os nomes hoje, cinco para as 11 da manhã, na Record”, avisou.

O apresentador ainda mencionou a presença da Polícia Federal em Mata de São João nesta manhã. “Se tiver operação em Camaçari, em Candeias, em Lauro de Freitas, onde for, a gente vai mostrar. Bandido é bandido, seja de colarinho branco ou não.”

O que diz a Prefeitura de Salvador?
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) informou que o caso em curso está relacionado ao Contrato nº 193/2013, que foi encerrado há quase seis anos. O contrato, firmado com a organização social Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), teve vigência de 16/10/2013 a 12/10/2019. Segundo a pasta, o servidor público alvo da operação é funcionário concursado da gestão municipal e, à época, atuava como gestor fiscal do contrato.

A Secretaria declarou que permanece à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos adicionais, incluindo o fornecimento de todas as informações e documentos solicitados no âmbito da operação. A SMS reafirmou ainda seu compromisso com o respeito às instituições, à ética e à legalidade na administração pública.

O que diz o INTS?
Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (12), o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS) reafirmou seu compromisso com a transparência e a legalidade em relação à Operação Dia Zero, conduzida pela Polícia Federal. O instituto destacou que o contrato investigado, firmado com a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador, foi encerrado há quase seis anos e que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários. Com 15 anos de atuação no setor público e reconhecimentos como a certificação ISO 9001 e o selo ONA, o INTS ressaltou sua trajetória pautada pela ética, responsabilidade técnica e foco na excelência da gestão em saúde.

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