Política
A organização do trabalho dos ambulantes credenciados para o Carnaval de Salvador voltou a ser alvo de críticas nesta quinta-feira (5), após novos relatos de desorganização na entrega de kits e cartões de transporte público.
A situação foi comentada pelo apresentador Zé Eduardo durante o programa Giro Baiana, na rádio Baiana FM (89,3), ao repercutir a confusão registrada na Rua Afonso Celso, no bairro da Barra, na quarta-feira (4).
Segundo ele, o cenário expõe falhas graves na gestão do processo, mesmo diante do alto volume de recursos envolvidos no patrocínio da festa. Zé Eduardo destacou que a Prefeitura de Salvador recebe valores milionários da Ambev, patrocinadora oficial do Carnaval, mas que, na prática, os ambulantes seguem submetidos a condições precárias.
Ele lembrou que a empresa e o poder público já foram denunciados anteriormente pelo Ministério Público do Trabalho por situações classificadas como análogas à escravidão.
Durante o comentário, o apresentador citou imagens que circularam mostrando filas extensas, vendedores expostos a esgoto, lixo e falta de estrutura, além de relatos de furtos no local. Para Zé Eduardo, a situação compromete não apenas a dignidade dos trabalhadores, mas também a imagem da própria patrocinadora, que tem sua marca associada a um cenário de desorganização e abandono.
Zé Eduardo também criticou a ausência de representantes políticos no acompanhamento da situação e cobrou atuação mais efetiva do Ministério Público. Segundo ele, as denúncias não são recentes e a repetição dos problemas demonstra falta de gestão e de fiscalização.
“O que a gente está vendo é uma bagunça generalizada, com ambulantes jogados na sarjeta”, afirmou, ao classificar o episódio como reflexo do descaso com quem trabalha durante a maior festa popular da cidade.
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