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Zé Neto garante que fim da escala 6x1 não terá redução de ganhos Sem prejuízo

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Zé Neto afirma que a proposta visa ampliar a geração de emprego e renda, sem prejuízos para os trabalhadores.  |   Bnews - Divulgação Bnews
Carolina Papa e Daniel Serrano

por Carolina Papa e Daniel Serrano

claudia.cardozo@bnews.com.br

Publicado em 28/04/2026, às 17h08 - Atualizado às 17h08



O deputado federal Zé Neto (PT-BA) acompanhou nesta terça-feira (28) o anúncio feito pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), dos componentes da comissão especial que vai analisar a redução da jornada de trabalho no Brasil. 

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O colegiado será presidido por Alencar Santana (PT-SP) e terá como relator Leo Prates (Republicanos-BA). A comissão será instalada já nesta quarta-feira (29) e o objetivo é aprovar o texto até o final do mês de maio na comissão para, em seguida, seguir para o Plenário da Câmara.

Ao BNews, Zé Neto disse que a proposta visa a redução da jornada de trabalho sem causar qualquer prejuízo  para o trabalhador, como uma eventual redução salarial. 

"Haverá redução da jornada, sem redução de salário. Não haverá redução de salário com a redução da jornada. E esses debates que estão sendo travados com relação a compensações, em alguma parte fiscal, alguma outra situação, ele tem que acontecer sem nenhum prejuízo para as trabalhadoras e os trabalhadores", disse.

"Então, a gente está aqui no momento que a gente possa ampliar a geração de emprego e renda, porque você vai ter mais tempo para que as pessoas possam circular na cidade, possam cuidar de seus lares, cuidar de seus afazeres, melhorar o potencial econômico, porque com isso também vão ter outros afazeres que vão gerar economia", acrescentou. 

Zé Neto ainda minimizou algum eventual impacto das eleições deste ano sobre a redução da jornada de trabalho. De acordo com o petista, o tema já tramita há algum tempo e que, com o aumento do debate sobre o fim da escala 6x1 ocorrido fez com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, entendessem que esse era o momento para avançar com o debate. 

"Esse debate já está aqui há anos.  O que eu acho que não dá para jogar mais para frente ainda. Porque nós tomamos anos discutindo esse debate. Esse debate vem há anos. Ano passado ele pegou fogo. O próprio presidente Lula, o próprio ministro Marinho, entenderam que tinham que colaborar para encontrar uma solução mediadora, mas que desse ganho substancial para a vida das pessoas", avaliou. 

O petista também descartou qualquer possibilidade de o debate sobre o fim da escala 6x1 parar no Supremo Tribunal Federal (STF), como aconteceu com alguns trechos da reforma trabalhista, que acabou indo  tendo algumas modalidades de trabalho questionadas. 

"Acho que nesse aspecto não [vai parar no STF]. A gente está trabalhando com o pé no chão, com toda a legalidade, com toda a consultoria. Tudo está sendo feito com cuidado com esses mínimos detalhes. Eu acho que daqui sai uma lei tranquila, uma lei objetiva,  uma lei enxuta, uma lei que não vai ter o que sanear, que vai trazer um ganho muito grande para o mercado de trabalho, vai trazer para os trabalhadores e trabalhadoras", declarou. 

Zé Neto ainda tratou de tranquilizar o setor empregador ao garantir que não haverá prejuízo. 

"Eu converso muito com o setor empreendedor. Tem situações específicas que têm que ser cuidadas, tem que ser tratado com muita maturidade. O que a gente quer, na verdade, é garantir a geração de emprego, de renda, a qualidade de vida e a melhoria da produtividade dos trabalhadores", avaliou. 

"Em todo o mundo onde houveram essas mudanças, melhorou a qualidade e a produtividade. E isso é importante também, principalmente nesse instante onde há muita modernidade, mas ela tem que chegar na ponta e ela tem que fazer efeito. E quando você fala em melhorar as condições de trabalho, você fala em uma redução hoje da jornada, que é hoje praticamente um sentimento em todo o mundo que agora chegou ao Brasil", emendou. 

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