Política

Zema dispara contra Lula, alfineta Flávio Bolsonaro e abre o jogo sobre vice: "Brasileiro cansou dessa agressividade"

Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Durante convenção, Zema criticou governo atual e adversários, destacando a necessidade de um novo modelo de gestão  |   Bnews - Divulgação Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 27/07/2026, às 13h30



O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), oficializou nesta segunda-feira (27) sua candidatura à Presidência da República durante a convenção nacional do partido e aproveitou o evento para intensificar as críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto.

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Sem anunciar o nome de seu candidato a vice-presidente para as eleições de 2026, Zema afirmou que o Brasil precisa superar a polarização política, simbolizada por Lula e Bolsonaro, e defendeu um novo modelo de gestão para o país.

Depois de uma ou duas décadas, o brasileiro cansou dessa polarização, do desrespeito, da agressividade e da falta de propostas. É necessário dar um basta nesse tipo de situação", declarou.

Durante o discurso, o presidenciável também direcionou críticas ao STF, afirmando que o setor público brasileiro carece de bons exemplos: "O Brasil no setor público carece de bons exemplos. Temos aqui o contrário, como essas aberrações que têm acontecido no Supremo", afirmou Romeu.

Outro tema abordado por Zema foi a possibilidade de ter o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa como companheiro de chapa. O candidato confirmou que já conversou com o magistrado, mas ressaltou que ainda não existe definição sobre uma eventual aliança.

O ministro Joaquim Barbosa foi, com toda certeza, um ministro que nunca fez nada que desabone a conduta dele. Nunca teve nenhum contrato milionário. Todos nós conhecemos uma carreira irretocável. E a principal bandeira dele talvez seja justamente o que o Brasil mais precisa hoje: o combate à corrupção", disse.

Segundo Zema, uma nova reunião entre os dois deve ocorrer nos próximos dias, mas a decisão dependerá da aprovação do partido: "Tive uma conversa muito breve com ele. Não temos nada definido. Devemos marcar uma outra conversa, mas isso ainda depende do partido concordar com o nome dele. Está tudo por acontecer", explicou.

O presidenciável também voltou a afirmar que assumiu o governo de Minas Gerais, em 2019, em um cenário de "terra arrasada", ao responsabilizar a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) pela situação encontrada no estado. Ao comentar o cenário eleitoral, Zema afirmou que o próximo presidente da República não pode ter "rabo preso" com casos de corrupção.

Embora não tenha citado nomes, a declaração foi interpretada como uma referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também candidato à Presidência, em meio às discussões que envolvem o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. O Novo disputa, em 2026, sua terceira eleição presidencial e informou que lançará cerca de 1.250 candidatos em todo o país no pleito deste ano.

Assista aos discursos:

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