Política

Judeu, Wagner condena discurso de Alvim: "Não pode usar função pública para propagar nazismo"

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Por: BNews Por: Luiz Felipe Fernandez 0comentários

O senador Jaques Wagner foi mais um a se manifestar contra o polêmico vídeo do secretário de Cultura Roberto Alvim, que fez discurso bastante semelhante ao de Joseph Goebbs, ministro da propaganda nazista e considerado braço-direito de Adolf Hitler. 

Judeu, o petista diz que considera as "declarações irresponsáveis" e que Alvim "não pode usar a função pública para propagar o nazismo".

Por sua vez, o secretário já se posicionou após a repercussão do vídeo, publicado no perfil da própria pasta nas redes sociais. Ele se defende e diz que tudo não passa de uma "coincidência retórica" e que a acusação da referência nazista é uma "falácia" da "esquerda".

"A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada", afirmou Alvim no vídeo postado nas redes sociais.

"A arte alemã da próxima década será heroica, será ferramenta romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada", disse o ministro de cultura e comunicação nazista em 8 de maio de 1933 em um pronunciamento para diretores de teatro, segundo o livro "Joseph Goebbels: uma Biografia", de Peter Longerich, publicado no Brasil pela Objetiva. A informação é da Folha de S. Paulo. 

O baiano não foi o único opositor do governo Bolsonaro a se manifestar no Twitter. O deputado federal Paulo Pimenta (PT) criticou uso de verba pública e da "estrutura do Estado" para fazer "apologia ao nazismo".

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, endossou o discurso do parlamentar petista e disse que o país vive a "maior crise da democracia desde 1964".

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes afirmou que a "riqueza da manifestação cultural repele o dirigismo autoritário nacionalista", e que o torna o Brasil "grande" é justamente o seu "povo profundamente miscigenado e diversificado". 

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