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Política

Anistia Internacional critica o governo Bolsonaro por monitorar ONGs em evento do clima da ONU

[Anistia Internacional critica o governo Bolsonaro por monitorar ONGs em evento do clima da ONU]
18 de Outubro de 2020 às 11:03 Por: Marcos Corrêa / PR Por: Redação BNews

A Anistia Internacional acusou o governo Bolsonaro de ter escalado agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar a participação de ONGs e movimentos sociais na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-25) no ano passado.

A informação da vigilância foi revelada no último domingo, (11), pelo Estadão e foi publicamente admitida pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, na última sexta-feira, (16), quando escreveu em sua conta no Twitter que a agência deve acompanhar campanhas internacionais apoiadas por “maus brasileiros”.

"São graves as notícias veiculadas recentemente pela imprensa a respeito do monitoramento de movimentos sociais e organizações não governamentais que participaram da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP 25) realizada em Madrid, em dezembro do ano passado", diz nota da Anistia Internacional divulgada no último sábado, (17).

A Ong responsável pelo monitoramento das violações aos Direitos Humanos pelo mundo, lembrou que "técnicas de vigilância e monitoramento de opositores políticos foram práticas utilizadas de maneira sistemática durante o regime militar no Brasil e subsidiaram, por muitos anos, graves violações de direitos humanos".

A Anistia Internacional criticou o comentário do ministro da Segurança Institucional no twiter, onde classifica que o governo monitorou "maus brasileiros", classificação dada aos integrantes de organizações não governamentais e movimentos sociais com os quais o governo mantém relação conflituosa.

"O direito internacional determina que os indivíduos submetidos a essas práticas de monitoramento têm direito a recursos judiciais e reparação do Estado pelas violações de seus direitos humanos", afirma a nota da Anistia Internacional, que considerou a iniciativa do governo "grave", "especialmente por conta do Brasil possuir um passado recente de perseguições políticas durante o período do regime militar, que durou 21 anos", afirmou, em nota, a Anistia.

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