Política

Neto vai pedir a Calheiros para aprovar jornada de 6 horas para os rodoviário

Imagem Neto vai pedir a Calheiros para aprovar jornada de 6 horas para os rodoviário
Categoria, em Salvador, programou greve para a próxima terça (27)   |   Bnews - Divulgação

Publicado em 24/05/2014, às 06h53   Caroline Gois (twitter: @goiscarol)



Os rodoviários decidiram em assembelia realizada na quinta-feira (22), programar a greve para a próxima terça-feira (27). Entre as reivindicações que inclui um reajuste de 15%, a bandeira da categoria é a redução da jornada de trabalho. 
Por conta disso, o prefeito ACM Neto, em nota enviada à imprensa na manhã desta sexta-feira (23), afirmou que além de participar de reuniões separadamente com representantes dos sindicatos patronal e dos trabalhadores para tentar evitar a eventual paralisação, foi marcada uma audiência na próxima terça-feira, em Brasília, com o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, para conversar sobre assuntos de interesse da categoria. “Vou fazer um apelo ao senador Renan Calheiros no sentido de acelerar a votação do Projeto de Lei que altera a jornada de trabalho dos rodoviários para 7 horas por dia”, disse o prefeito. 
Segundo ACM Neto, a reivindicação é justa. “Vou continuar dialogando e trabalhando muito nos próximos dias para evitar a greve. Mais uma vez, apelo aos empresários e trabalhadores para que chequem a um consenso e evitem a paralisação que é muito prejudicial à cidade”, finalizou o prefeito.
A paralisação

Após assembleia realizada nesta quinta-feira (22), os rodoviários deflagraram o estado de greve e programaram a paralisação para a próxima terça-feira (27). A informação, adiantada pelo siteBocão News, foi confirmada na tarde de hoje pelo advogado do sindicato dos rodoviários, Gervásio Firmo, que explicou detalhes das negociações. "A greve está programada para o dia 27, a partir das 0h. A assembleia deliberou e foi deflagrada a greve. O anúncio será publicado nesta sexta, no Diário Oficial", afirmou, explicando que neste período que dura 72 horas, ainda pode haver negociação. 
"Se o sindicato patronal nos apresentar uma contraproposta estamos disposto à sentar à mesa e avaliar. Mas, sem acordo, vai parar tudo", ressaltou, detalhando que os ônibus urbanos, turísticos, metropolitanos, interestaduais, fretados e locados estão incluídos nesta paralisação. Sobre o efetivo que ficará disponível à população, Firmo informou que já acionou Prefeitura, Ministério Público e outros órgãos afim de chegarem a um denominador com relação ao número de ônibus que estarão nas ruas e como será o esquema de funcionamento do transporte público durante o período da greve. 

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Publicada no dia 23 de maio de 2014, às 12h30

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