Salvador
Publicado em 19/03/2019, às 07h38 Redação BNews
A professora Valdina de Oliveira Pinto, conhecida como Makota Valdina, morreu em Salvador na madrugada desta terça-feira (19). Ela tinha 75 anos.
Ainda não há detalhes sobre a causa da morte, mas informações preliminares dão conta de que ela estava internada no Hospital Teresa de Lisieux após ter sido vítima de infarto.
Valdina era conhecida por sua militância em defesa da liberdade religiosa, dos direitos da mulher e da população negra. Makota era o cargo que ocupava no Terreiro Tanuri Junsara, de Nação Angola, onde atuava como conselheira da mãe de santo e era responsável por cuidar da casa. Foi iniciada no Terreiro Nzo Onimboyá, no Engenho Velho da Federação, em Salvador.
Em sua trajetória como líder comunitária e religiosa, ela foi homenageada com os prêmios como o Troféu Clementina de Jesus, da União de Negros Pela Igualdade (UNEGRO), Troféu Ujaama, do Grupo Cultural Olodum, Medalha Maria Quitéria, da Câmara Municipal de Salvador, e Mestra Popular do Saber, pela Fundação Gregório de Mattos. Teve a vida retratada no documentário "Makota Valdina - Um jeito Negro de Ser e Viver", de Joyce Rodrigues, Publicou também, em 2013, sua autobiografia, "Meu Caminhar, Meu Viver".
O sepultamento será realizado às 15h30 desta terça-feira, no Cemitério Jardim da Saudade.
Manifestações
A morte da líder da religiosa gerou manifestações de pesar e rendeu homenagens a ela. Em postagem nas redes sociais, a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), lamentou o falecimento de Valdina, a quem se referiu como "um dos maiores expoentes da Cultura Negra na Bahia e no Brasil".
O ator Lázaro Ramos fez uma homenagem para ela também em suas redes. "Se foi hoje uma grande educadora, lider religiosa e querida amiga. Makota Valdina. Em cada lugar que passava despejava sabedoria [...] Uma voz singular e que com suas aulas, palestras ou nos papos rotineiros nos alimentava com autoestima e conhecimento. Do que mais precisamos? Obrigado Makota. Seguirei com você", escreveu o artista baiano.
A Secretaria Municipal de Reparação disse lamentar "profundamente" a morte da ativista política e destacou o legado deixado por ela. "Durante os mais de cinquenta anos de ensinamentos e atividades em prol da preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro, recebeu diversas condecorações como o Troféu Clementina de Jesus (UNEGRO), Troféu Ujaama, Medalha Maria Quitéria e Mestra Popular do Saber", disse a postagem.
Atualizada às 8h47.
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