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Publicado em 15/11/2024, às 09h00 - Atualizado às 09h01 Redação
O Bahia surpreendeu o futebol brasileiro ao anunciar a venda da SAF para o Grupo City em 2023, gerando grandes expectativas entre torcedores, mídia e mercado. E será que elas foram cumpridas? Em termos de resultados, ainda não, mas quando se fala sobre infraestrutura, o clube está no caminho. Veja uma análise completa para chegar nessa resposta.
Primeiros investimentos e resultados
O Bahia anunciou em 4 de maio de 2023 o fechamento da venda de sua SAF para o Grupo City, com um contrato válido por 90 anos e o compromisso de injetar R$ 1 bilhão no clube ao longo dos próximos 15 anos.
E os investimentos já começaram? No início de 2024, o Conselho Deliberativo divulgou o pagamento de quase 80% do total da dívida, o que significa que mais de R$ 250 milhões já foram quitados com o apoio do Grupo.
Em termos de contratações, o Bahia já realizou alguns investimentos, pagando cerca de R$ 14 milhões por Cauly e R$ 18 milhões por Johanner Chávez, ainda em 2023. Para 2024, o clube destinou aproximadamente R$ 50 milhões para adquirir Caio Alexandre e Jean Lucas.
Poucas semanas após a chegada do Grupo City, o Bahia foi eliminado pelo Grêmio nos pênaltis das quartas de final da Copa do Brasil. No Brasileirão 2023, brigou contra o rebaixamento até a última rodada.
Em 2024, perdeu as finais do Campeonato Baiano e foi eliminado nas semifinais da Copa do Nordeste e nas oitavas de final da Copa do Brasil. No Brasileirão 2024, o time vem brigando na primeira metade da tabela, ainda vivo na disputa por uma vaga na Libertadores de 2025.
Análise dos resultados da SAF até o fim de 2024
Para medir essa relação entre promessa e realidade, vale a pena estudar diferentes players envolvidos no futebol, buscando o que cada um deles já percebeu sobre a SAF do Bahia até o momento.
A visão do treinador
Rogério Ceni já teceu comentários mistos sobre os investimentos no futebol. No começo de 2024, elogiou as contratações, projetando dias melhores após as lutas de 2023.
Em maio, após a eliminação na Copa do Nordeste, o treinador disse que a diretoria “não tinha mais planejamento para se gastar dinheiro”. De acordo com ele, os objetivos do Grupo são a longo prazo, sem a injeção de milhões de reais logo de início.
A visão do torcedor
A situação está longe de ser pacífica com a torcida, com protestos e críticas tanto nas redes sociais quanto no estádio. No começo de 2024, intensificaram-se os protestos contra o treinador e contra a série de derrotas da equipe no Brasileirão.
A visão do mercado de apostas
O mercado de apostas é outro importante indicador para avaliar o impacto que o Grupo City já teve no Bahia no cenário esportivo brasileiro, já que as casas de apostas levam em consideração o histórico recente e investimentos em contratações de jogadores para definir as odds.
A questão é que esse setor ainda olha de maneira distante para o clube de Salvador. A venda da SAF não colocou o Tricolor ao lado de Palmeiras, Botafogo, Flamengo e outros grandes. E tudo indica que, com a constância desses times, o Bahia não deve começar 2025 como um dos favoritos nos sites para apostar no Brasil, independentemente das competições nacionais e até internacionais que possa disputar.
O mercado indica que o Bahia ainda está no patamar dos "azarões" para os torneios nacionais e internacionais. Tanto é que uma casa como a Novibet, por exemplo, oferece odds de 41.00 para o time terminar no top 6, enquanto a bet365 apresenta uma odd de 1001.00 para o time terminar entre os 4 primeiros do Brasileirão 2024.
Quais os resultados do Grupo City em outros países?
O City Football Group estabelece diferentes relações com os clubes que gerencia, com 13 equipes no escopo. O maior destaque é o Manchester City, da Inglaterra. O Girona também cresceu muito e brigou por La Liga em 2023/24.
O grupo ainda conta com equipes em países como França, Japão, Índia e Uruguai. Como cita o próprio site oficial do Grupo City, os objetivos principais são investir em infraestrutura e em formação de atletas.
Qual o panorama das SAFs no Brasil?
O cenário brasileiro já provou que apenas vender a SAF não garante automaticamente o sucesso, diferente do que o torcedor projeta. O maior destaque até aqui foi o Botafogo, enquanto Cruzeiro e Vasco ainda enfrentam dificuldades para se acertar.
O caminho das SAFs não é o caminho fácil que muitos imaginavam. Na verdade, o sucesso continua sendo o resultado de muito trabalho.
O que esperar do Bahia para os próximos anos?
Em entrevista recente ao ge, o presidente do Grupo, Ferran Soriano, falou sobre os planos para a equipe baiana. De acordo com o mandatário, o Bahia é uma das prioridades do conglomerado de empresas.
Os investimentos iniciais são mais voltados para a infraestrutura e para o equilíbrio financeiro, pagando dívidas e criando novos centros de treinamento. Um dos grandes focos do Grupo City no Bahia está na formação de jovens talentos.
Portanto, para os próximos tempos, o ideal será o alinhamento das expectativas. O Grupo City não tem demonstrado interesse em elevar o clube para os favoritos das casas de apostas, encher o seu treinador de atletas caros ou entregar taças para a torcida.
Na verdade, o indicativo é de um trabalho a curto e médio prazo, focado na estruturação e na adequação do Bahia à filosofia do grupo, o que pode gerar bons frutos ou problemas, e só o tempo dirá.
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