Religião

MP-BA recomenda que líderes religiosos de Conquista deixem de praticar intolerância religiosa

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Documento considera episódios "reiterados" de intolerância religiosa e discriminação protagonizadas por evangélicos   |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 10/02/2020, às 12h12   Marcos Maia


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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou aos líderes e entidades religiosas de Vitória da Conquista, no sudoeste do Estado, que se abstenham de práticas que caracterizem discriminação e intolerância religiosa, seja por meio de manifestações ou atos dirigidos a um grupo, coletividade ou pessoa.

O documento publicado na edição desta segunda-feira (10) do Diário da Justiça Eletrônico (DJE) também cita eventuais episódios de preconceito por motivo de orientação sexual ou identidade de gênero. O parquet salienta que o descumprimento da sugestão poderá acarretar em eventual responsabilização nas esferas civil e criminal.

A recomendação editada no último dia 27 de janeiro pela promotora Guiomar Miranda também requisita que o documento seja divulgado no âmbito dos templos religiosos e locais de culto, para conhecimento dos fiéis. 

A recomendação considera fatos descritos no contexto de um Procedimento Administrativo que relata episódios reiterados de intolerância religiosa e discriminação protagonizadas por um pastor evangélico e membros de sua igreja.

O MP-BA enfatiza que no exercício da liberdade religiosa é assegurado o direito de pregar e divulgar o pensamento de acordo com convicções e entendimentos doutrinário ou teológico - desde que essas manifestações não incitem em discriminação, hostilidade ou violência. 

A notícia de atos violentos praticados contra espaços onde são realizadas manifestações da religiosidade de matriz africana também são citados como motivadores da recomendação.

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