Salvador

Parada do Orgulho LGBT da Bahia elege padrinho e madrinha; saiba quem são

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Movimento acontece no dia 9 de setembro, no Campo Grande, em Salvador.

Publicado em 06/07/2018, às 07h11    Arquivo/BNews    Redação BNews

O presidente da Fundação Gregório de Matos, Fernando Guerreiro e a secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira, foram escolhidos como padrinho e madrinha, respectivamente, da 17ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia. O evento acontece no dia 9 de setembro, no Campo Grande, em Salvador.

"Estaremos com eles em setembro, no centro da cidade de Salvador, percorrendo o circuito democrático das marchas por liberdade, justiça e cidadania. A honraria é uma forma de agradecer os esforços realizados por essas pessoas no combate aos estigmas, preconceitos e discriminações", esclarece Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB).

Segundo o GGB, também serão homenageadas a ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Eleitoral (STE), por terem autorizado a mudança de nome para homens e mulheres trans e autorizado a utilização do nome social no título de eleitor.

Além disso, constam ainda duas universidades federais na lista de homenageados: a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e Universidade Federal do Oeste Baiano (Ufob), instituições que criaram cotas na pós-graduação para homens ou mulheres transexuais, travestis ou transgêneros. 

Também recebe o prêmio o Esporte Clube Bahia que desenvolveu a Campanha "Não há impedimento", em comemoração ao 17 de maio, Dia Internacional de Combate a LGBTfobia.

Polêmica

O nome da major da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Denice Santiago, chegou a ser sondado para ocupar o posto de madrinha do movimento. No entanto, conforme informações obtidas pelo BNews, a concessão da "homenagem" estava sendo tratada em segredo por causa de uma suposta proibição da PM-BA para que a militar pudesse ser a madrinha LGBT. 

Procurada pela reportagem, a PM-BA negou que tivesse proibido a major de aceitar a homenagem. A corporação não só confirmou que ela foi convidada, como também explicou que foi feita apenas uma recomendação para que não fosse usada a farda durante o evento. "A PM informa que não houve proibição do comando da instituição para que a major fosse homenageada, e sim uma recomendação para que não utilizasse o uniforme, uma vez que ela estaria participando de um evento festivo, sendo a homenageada".

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