Salvador
Publicado em 06/09/2019, às 12h46 Yasmin Garrido
A reinauguração do Monumento ao Dois de Julho, localizado na Praça do Campo Grande, em Salvador, aconteceu nesta sexta-feira (6), após 6 meses de obras. A restauração da estrutura foi feita por José Dirson Argolo e coordenada pela Fundação Gregório de Mattos (FGM).
O presidente da FGM, Fernando Guerreiro, ressaltou a importância do monumento para a história da Bahia e a necessidade de cuidado com a nova estrutura. “O monumento estava totalmente degradado. A última restauração aconteceu há quase 20 anos. E era um objetivo nosso restaurar. Levou seis meses a restauração feita por um dos melhores profissionais do Estado”, disse.
Ainda segundo Fernando Guerreiro, é importante conscientizar a população sobre a importância da preservação dos bens públicos, principalmente de uma estrutura erguida em 1895. “Estamos fazendo um trabalho de educação patrimonial na Fundação. A gente não tem como colocar um guarda em cada monumento. Cabe à população tomar conta. E outra coisa importante: não alimente pombo perto de monumento. É uma tragédia. As fezes dos pombos corroem o material. Além do vandalismo, temos essa questão dos pombos”, destacou.
O Monumento ao Dois de Julho foi criado pelo artista italiano Carlo Nicoli y Manfredini e inaugurado em 1895, com 25,86 metros de altura e com uma estética neoclássica. No topo, o principal personagem da composição: um caboclo com 4,1m metros, com um arco e flecha, além de uma lança nas mãos, matando um dragão.
O indígena que integra a estrutura representa a identidade, a nacionalidade e a liberdade do povo que lutou pela independência. Já na base da coluna, outras duas figuras: uma mulher representando a Bahia e outra que se refere a Catharina Paraguaçu, a índia tupinambá e mulher de Caramuru.
Ainda fazem parte do monumento outros símbolos que representam batalhas, nomes de heróis e os principais rios da Bahia, São Francisco e Paraguaçu, além da cachoeira de Paulo Afonso, as águias e leões.
O responsável pela restauração José Dirson Argolo, que também participou na reestruturação da escultura em 2003, comentou o papel do monumento e afirmou que existem três vilões da deterioração: vandalismo, skatistas que fazem manobras nas escadas da estrutura e os pombos.
“Esse é o monumento mais imponente do norte e nordeste. Ele tem 26 metros de altura e todo ele foi feita em Roma e outras cidades fora do Brasil. Imagine o sacrifício que foi para a época construir um monumento desse porte (...). Um Grande mérito da fundação Gregório de Matos. Me sinto orgulhoso de fazer essa segunda restauração”, disse.
A reinauguração do Monumento ao Dois de Julho contou com a presença do prefeito de Salvador, ACM Neto, do secretário de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco, do deputado federal João Roma, além de outras personalidades.
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