Salvador

Obra do Mercado de São Miguel devem ser concluídas em dezembro

Bruno Concha / Prefeitura de Salvador
Em setembro de 2017, um incêndio destruiu o espaço que precisou ser fechado por causa da deterioração provocada pelas chamas  |   Bnews - Divulgação Bruno Concha / Prefeitura de Salvador

Publicado em 01/10/2019, às 11h13   Redação BNews



As obras de requalificação do Mercado de São Miguel, na Baixa dos Sapateiros, em Salvador, devem ser concluídas em dezembro, antecipando o prazo inicial que era de 12 meses, segundo a prefeitura. As intervenções começaram em março. O projeto, elaborado pela Fundação Mário Leal Ferreira, conserva a tradição do centro de compras levando em consideração as necessidades arquitetônicas atuais, como elementos de acessibilidade e paisagismo. O investimento total é de R$ 5,1 milhões e a reforma é conduzida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra), através da Superintendência de Obras Públicas (Sucop).

Equipes técnicas trabalham na montagem de cobertura, alvenaria e revestimentos de argamassa, incluindo serviços de instalações gerais. A obra é realizada em uma área de 4.460 m² - sendo 1.671 m² de espaço construído -, com 28 boxes para comercialização de produtos hortifrutigranjeiros, 31 para itens diversos, nove espaços para oferta de serviços, seis bares/restaurantes, sanitários masculino, feminino e para pessoas com deficiência, elementos de acessibilidade e ambiente para roda de capoeira. O novo mercado também terá estacionamento com vagas para até 30 veículos, além de um santuário dedicado ao culto do santo que empresta o nome ao equipamento.

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Em setembro de 2017, um incêndio destruiu o espaço que precisou ser fechado por causa da deterioração provocada pelas chamas. A obra em andamento contempla a reforma total, especialmente da ala esquerda, que ficou completamente danificada. A parte frontal da instalação contará com um recuo para a criação de uma área verde, que será ladeada pelo setor de serviços do equipamento, abrigando vendedores, chaveiros e outros prestadores de serviços tradicionais do Mercado. O estabelecimento seguirá concentrando o comércio de ingredientes para as comidas tradicionais da Bahia, como camarão e azeite de dendê, além de utensílios e ervas indispensáveis à liturgia do candomblé.

Inaugurado em 1965, o Mercado São Miguel teve seu auge durante as décadas de 1970 e 1980, sendo um dos principais pontos de comercialização de artesanato regional, produtos religiosos e ingredientes para comidas típicas afro-baianas. Atualmente, o mercado, bem como toda a região do Centro Antigo de Salvador, encontra-se tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio da Humanidade.

Classificação Indicativa: Livre

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