Salvador
Publicado em 11/02/2021, às 11h15 Aline Reis e Tamirys Machado
Quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021, seria o primeiro dia oficial da maior festa popular, o Carnaval de Salvador, suspenso devido à pandemia do novo coronavírus. O sentimento foi de lamentação do prefeito e vice-prefeita da capital baiana. No entanto, ambos ressaltaram a responsabilidade com a vida humana no momento em que decidiram adiar a folia momesca, ainda sem previsão de nova data.
“Coração partido, triste, lamentando e preocupado, hoje os índices de ocupação de UTI chegam a 74%, as UPAs amanheceram lotadas, se confirma que não tínhamos a mínima condição de realizar o Carnaval. A decisão da suspensão foi acertada. Aproveito a oportunidade para dizer a população que nós não podemos nos descuidar. Há um risco de nova cepa circulando na cidade, estamos bem perto da solução definitiva que é o processo de vacinação”, disse o prefeito Bruno Reis na manhã desta quinta, ao BNews.
A vice-prefeita Ana Paula Matos também lamentou o fato, mas classificou como “única decisão possível”. “Estou extremamente sentida, mas ao mesmo tempo tranquila por sabermos que tomamos a melhor decisão. A única decisão na verdade, com 74% de ocupação de UTI , essa segunda onda, a gente não podia arriscar. Ano passado a gente conseguiu pelo Carnaval Social e isso pra gente foi de um orgulho enorme, porque conseguimos preservar as crianças, os trabalhadores, com apoio aos recicladores e, ao mesmo, tempo garantindo a festa e a questão econômica. A decisão não é fácil, mas a única possível”, afirmou. Ainda segundo a gestora, a festa gera uma perda de 1,7 bilhões.
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