Salvador
Publicado em 11/02/2021, às 18h19 Brenda Viana
2021 chegou e a população soteropolitana ainda não viu os ônibus elétricos circulando pela cidade. Os veículos foram apresentados em outubro do ano passado pelo Governo da Bahia e deveriam ter começado a circular entre o Subúrbio e a Estação Pirajá no dia 13 de novembro, mas o serviço ainda não entrou em operação. O transporte é de extrema importância para a população, sobretudo com a desativação dos trens do Subúrbio, prevista para o próximo dia 15.
Além de possuir ar-condicionado, os ônibus são movidos a GNV (gás natural veicular) e iriam fazer integração com o metrô e as linhas convencionais de ônibus, tudo no período de três horas. Cada um deles têm a capacidade de transportar 33 passageiros sentados e 41 em pé.
Morador do entorno da Estação Pirajá, Daniel Brito, jornalista, elogia o ônibus, pois conseguiu ver de perto no dia da inauguração: “A decepção veio, porque o governo prometeu que os ônibus iriam começar a circular na semana seguinte, mas isso não aconteceu. Ficamos na expectativa”, conta.
Ele ainda faz uma comparação entre a frota de Salvador com as de outros lugares do país, classificando a da capital baiana como uma das piores. “Eles são um diferencial enorme para a frota de Salvador, porque a frota é péssima, eu classifico como uma das piores frotas do Brasil. Maranhão tem ônibus articulado [com sanfona no meio], Salvador não tem. Então, se os ônibus vierem e cumprirem a promessa de colocar em outras linhas, isso vai ser um diferencial completo”.
Procurada pelo BNews, a assessoria do governo informou, em nota, que a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur) está em entendimento com parceiros para implantar um projeto piloto dos ônibus elétricos que irão fazer a linha.
“Em outubro de 2020, os ônibus foram testados nas ruas para verificar a adaptação do equipamento ao percurso, sendo a performance aprovada. A nova etapa será o projeto piloto, que vai permitir a implantação definitiva do novo modal na licitação dos ônibus metropolitanos”. A reportagem também procurou a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), que afirmou que a pasta não tem relação com o funcionamento dos ônibus.
Vale reforçar que, na época da apresentação dos ônibus, o governador Rui Costa já tinha afirmado a mesma coisa: "Iremos intensificar os contatos com empresários e empresas fornecedoras para tentar conseguir redução de preços e poder viabilizar essa substituição o mais rápido possível", afirmou o gestor no dia 29 de outubro.
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