Salvador
Publicado em 06/03/2021, às 16h41 Henrique Brinco
O caixa deixado pelo ex-prefeito ACM Neto (DEM) em Salvador deverá ser consumido nos primeiros seis meses de 2021 em função da Covid-19. A informação foi dada pelo prefeito Bruno Reis (DEM). Em dezembro, dias antes de deixar o Palácio Thomé de Souza, Neto anunciou uma disponibilidade de caixa de pelo menos R$ 1,6 bilhão. O rombo do orçamento da saúde, por exemplo, é de R$ 400 milhões em 2021.
"Efetivamente, com esses níveis de investimento, esse caixa que nós temos será consumido nestes seis primeiros meses. Até porque o Caixa que nós temos vai ser consumido. Até porque, está caindo a arrecadação do município. Vamos começar a ter impactos", declarou o gestor.
Segundo ele, a prefeitura não tem mais condições de dar mais incentivos fiscais. "Lá atrás, lançamos um pacote de estímulos fiscais: isenção de 100% das multas e juros dos tributos municipais; redução do valor principal dos tributos; parcelamento em até 60 meses sem juros; redução em alguns setores como é o caso do IPTU para a rede hoteleira", elencou.
Segundo Bruno, contido, continua no radar um programa de apoio ao setor de eventos, que foi o mais impactado pela proibição de aglomerações. "Nós esperamos poder o mais rápido possível retomar as atividades, mas se elas perdurem por mais tempo, vamos ter que avaliar mais um pacote de estímulos", lamenta.
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