Salvador

Ambulantes cobram melhorias em estruturas das passarelas: “Aqui é sol e chuva o tempo todo”

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Ambulantes do Carnaval de Salvador estão reclamando da falta de apoio por parte dos órgãos públicos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews
Vagner Ferreira e Tiago Di Araujo

por Vagner Ferreira e Tiago Di Araujo

Publicado em 16/02/2026, às 15h17



Ambulantes do Carnaval de Salvador estão reclamando da falta de apoio por parte dos órgãos públicos. Dentre as principais queixas, estão a ausência de cobertura nas passarelas, que os deixa expostos à chuva, a limitação do movimento de vendas e a exclusividade da marca de cerveja, que dificulta a obtenção de produtos e reduz os lucros durante a festa.

O ambulante Roberto José trabalha no Carnaval de Salvador há cinco anos. Ele lembrou que este é o terceiro ano em que a passarela instalada pela prefeitura está em funcionamento. 

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“A passarela está melhorzinha esse ano, mas está faltando mesmo é uma coberturazinha. Aqui é sol e chuva o tempo todo. De madrugada foi um pé d’água danado. Não dá mais. Se botar essa cobertura, já melhora bastante”, descreveu. 

Já a ambulante Najara Santos relatou diversas dificuldades enfrentadas durante a folia. “Podiam cobrir a passarela, porque cai um toró e a gente fica ali se molhando. Deram cartão de transporte, mas às vezes a gente mora longe e o engarrafamento aqui é demais. E ainda, as pessoas não respeitam os ambulantes, ficam procurando problema, aí causa até violência e briga, tem que ter mais segurança também”, disse.

A ambulante reclamou também da alimentação e do kit de trabalho fornecido: “A comida no primeiro dia estava toda crua, eu não fiz questão de comer. O kit está todo aqui e eu não faço questão. O kit que disseram que ia dar, não veio nada. Eu achei isso um absurdo”, comentou.

Najara ainda criticou a marca de cerveja exclusiva para os vendedores. “A Brahma não está sendo legal com a gente. Não pode vender outra cerveja para ganhar o dinheiro e o movimento está fraco. O valor está muito caro e não tem como diminuir os preços. E fora que a gente sai para comprar a cerveja nos depósitos da Brahma e quando chega lá não tem. Os ambulantes têm que sair do circuito e ir para outro lugar para pegar a Brahma, porque eles não podem colocar outra, senão eles levam tudo”, relatou. “Uma falta de respeito com as pessoas”, continuou.

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