Salvador
Moradores do Residencial Zulmira Barros, em Salvador, cobraram publicamente a liberação do 'habite-se' do conjunto habitacional e fizeram um apelo direto ao prefeito Bruno Reis. Em vídeo divulgado nas redes sociais pelo coordenador de Articulação Social da Secretaria de Relações Institucionais da Bahia (Serin), Joel Meireles, famílias relatam dificuldades e pedem urgência na entrega das unidades.
A gravação, feita nesta quarta-feira (9), mostra moradores reunidos em frente ao empreendimento, ainda sem poder ocupar os imóveis. Entre eles, está Cleide, mãe de duas crianças, que afirma viver situação de vulnerabilidade enquanto aguarda a liberação.
“Estou precisando que o prefeito se sensibilize não só por mim, mas por muitos aqui. Tem gente desempregada, despejada, morando de favor, em situação de risco. Tenha empatia pela gente, libera o habite-se”, disse.
Em coro, os moradores reforçam o apelo com um tom mais direto:
“Bruno Reis, deixa de caô, entrega o habite-se”.
Impasse trava entrega de 300 moradias
O Residencial Zulmira Barros integra o programa habitacional do governo federal e possui cerca de 300 unidades destinadas à população de baixa renda. A entrega estava prevista para o último dia 2, em cerimônia que contaria com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No entanto, a Prefeitura de Salvador barrou a emissão do 'habite-se', documento indispensável para que os imóveis sejam oficialmente ocupados. A decisão inviabilizou o evento e deu início a uma disputa de versões entre o Executivo municipal e o governo estadual.
O governador Jerônimo Rodrigues afirmou que a liberação foi impedida pela gestão municipal.
“Nós tínhamos a previsão de que o presidente fizesse duas entregas. Uma delas aqui no Jaguaribe, a outra na região do Subúrbio. Infelizmente, a prefeitura de Salvador não concedeu o ‘Habite-se’ de um dos empreendimentos”, afirmou Jerônimo.
Já o prefeito Bruno Reis sustenta que houve falhas por parte do governo do estado na entrega da documentação necessária.
Troca de acusações e tensão política
A crise se intensificou nos dias seguintes. Em coletiva, Bruno Reis atribuiu o adiamento a uma suposta desorganização do governo estadual e chegou a fazer críticas envolvendo a agenda presidencial.
“Não entregaram os documentos a tempo, mas na sexta-feira a Sósthenes disse a eles que eles podiam inaugurar. Ah, o que é que fizeram? Ficaram tomando whisky até tarde no Palácio de Ondina com o dinheiro do povo, se atrasaram, chegaram atrasados para dar uma volta no VLT e aí não podem entregar as casas”, afirmou o prefeito, em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (07).
A declaração foi rebatida por Jerônimo Rodrigues nesta quinta-feira (9), durante entrevista ao apresentador Zé Eduardo. O governador classificou as falas como injustas e negou que o presidente tenha participado de qualquer evento em Ondina na véspera.
"Fico muito sentido com a forma como foi tratado isso. A gente não pode carregar rancor naquilo que a gente faz", disse o governador. "Primeiro que ele nem foi a Ondina. O presidente não foi em Ondina dessa vez. Quando Lula chegou à tarde, Lula chegou de uma viagem do Ceará e a gente a gente entendeu que o presidente Lula precisava de um descanso pela pegada que ele fez. Então nós fomos ao hotel e nós combinamos que saíremos mais cedo pra deixar o presidente descansar que ele tinha no dia seguinte uma entrevista", acrescentou o gestor estadual.
Moradores do Residencial Zulmira Barros, em Salvador, cobraram publicamente a liberação do 'habite-se' do conjunto habitacional e fizeram um apelo direto ao prefeito Bruno Reis. pic.twitter.com/RiBFqtwSSw
— bnewsvideos (@bnewsvideos) April 9, 2026
E, reforçou: "É muita injustiça isso, Lula, não houve essa coisa nem um dia e nem no hotel, o Lula tava às sete, sete e meia, oito horas dando a entrevista a uma tv no hotel, fez um ao vivo e na sequência fez. Não dá pra destilar ódio e raiva dessa forma, não pode colocar o povo contra um presidente tão querido na Bahia. É injustiça. O presidente Lula não merece esse tipo de tratamento. Nenhum presidente merece o desrespeito, principalmente de um gestor municipal, de uma capital de Estado", finalizou o governador da Bahia.
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