Salvador
Uma mulher passou transtornos ao tentar ficar internada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Édson Teixeira Barbosa, no bairro de Pernambués, em Salvador, e, agora, tenta se encaixar em uma vaga no Hospital Aristides Maltez, unidade referência em tratamento oncológico.
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Ivoneide Nascimento dos Santos, de 41 anos, foi diagnosticada com câncer nos rins, e deu entrada na UPA no último dia 24, onde passou quase uma semana internada. Em entrevista ao BNews, a irmã da mulher contou que, na quinta-feira (30), uma médica conversou com a família aconselhando que arranjassem um advogado para dar celeridade à regulação de Ivoneide, o que foi negado pelos parentes.
Segundo a irmã da paciente, a médica teria ficado irritada com a recusa da família, decidindo dar alta a Ivoneide, que ainda estaria em estado grave. A profissional teria dito que a mulher poderia se medicar em casa.
Em vídeo feito pela filha de Ivoneide, que estava com ela no momento em que recebeu a liberação da médica, ela mostra o estado da sua mãe. "Aqui está minha mãe, com relatório de alta que ela [médica] simplesmente deu sem a minha assinatura, sem assinatura de ninguém. Na alta ela diz que minha mãe não tem ânsia, nem vomita. Minha mãe não come, só anda vomitando, não tem medicamento. A gente tá aqui com outros pacientes que também estão há dias esperando regulações e nada", declarou.
Pelo fato de Ivoneide ainda estar debilitada, a irmã contou que tentou contato com outro médico, que fez a paciente ser internada na UPA novamente. A família, atualmente, luta por uma regulação, já que o Hospital Aristides Maltez afirma não ter vagas.
Em contato com a SESAB (Secretaria Estadual de Saúde da Bahia), foi informado que os médicos reguladores buscarão uma unidade que atenda ao perfil da paciente. Além disso, afirma não ter "responsabilidade sobre a alta precoce da paciente".
"A unidade em questão, onde a paciente se encontra internada, não pertence à rede estadual de saúde. Portanto, a Secretaria da Saúde do Estado não tem responsabilidade sobre a alta precoce da paciente", escreveu em nota.
Já a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) declarou que a paciente recebeu "todo acolhimento" e avaliações para "zelo e dedicação à paciente". Além disso, segundo a pasta, Ivoneide recebeu alta porque "não apresentava quadro clínico que justificasse a sua permanência", sendo que o tratamento oncológico ambulatorial adequado não seria viável na UPA, já que a unidade de saúde "acolhe prioritariamente os casos de natureza grave e urgente". Confira a nota na íntegra:
"A SMS explica que a paciente recebeu todo acolhimento, avaliação da equipe multidisciplinar, exames laboratoriais e de imagem, onde não mediram esforços para cuidar com toda humanização, zelo e dedicação à paciente.
Posteriormente após avaliação da equipe assistencial, recebeu alta médica pois não apresentava quadro clínico que justificasse a sua permanência, sendo a sua necessidade de tratamento oncológico ambulatorial adequado, inviável na referida unidade de Urgência e Emergência, e que acolhe prioritariamente os casos de natureza grave e urgente.
Vale ressaltar que a alta médica junto com as orientações e guias para o seguimento adequado, não caracteriza negligência por parte da equipe, tendo em vista os riscos inerentes de um internamento hospitalar e o fluxo disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde para seguimento e acompanhamento do caso.
Contudo, a SMS informa que de forma preventiva, equipe da unidade readmitiu a paciente. A mesma segue apresentando prioridade classificada como “baixa” na tela do sistema de regulação, sob gerência da SESAB.
Vale destacar que a mesma foi devidamente acolhida pela equipe de multiprofissionais, a SMS está dando todo o suporte e orientações, como para todos os pacientes que encontram-se em situação semelhante e que está à disposição".
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