Salvador

Associação Baiana dos Deficientes Físicos demonstra preocupação com falta de acessibilidade nas embarcações do ferry-boat

Divulgação / Internacional Travessias Salvador
Governo da Bahia abriu edital para compra de nova embarcação para integrar sistema  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Internacional Travessias Salvador

Publicado em 11/07/2024, às 22h02   Redação BNews



O sistema ferry-boat pode ganhar mais uma embarcação para atuar na travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica. Até o momento, três empresas participaram da licitação, mas uma delas desistiu do processo e outra encaminhou opções de equipamentos que não se encaixam nos padrões definidos no Edital. A compra do veículo, no entanto, preocupa a Associação Baiana dos Deficientes Físicos (ABADEF), que critica a situação atual dos ferries. As informações são do A Tarde.

Em entrevista ao portal, Silvanete Brandão, presidente da ABADEF, afirmou que as embarcações utilizadas atualmente não têm acessibilidade e criticou até o atendimento do serviço. "Quem usa cadeira de rodas vai junto com os carros, não tem banheiros adaptados, nem nada. Em relação aos atendimentos, é um desrespeito com as pessoas com deficiência, a ABADEF já fez reuniões com a Internacional Travessias para poder capacitar o atendimento, a gente explica que existe o passe, a carteirinha, e ainda assim, todo mês, feriados, existem reclamações absurdas”, disse.

Para a presidente, é importante que haja conhecimento da lei brasileira de inclusão, que protege a pessoa com deficiência. "Se uma empresa não tem conhecimento e coloca novos ferries sem acessibilidade, vai ficar muito complicado. É um desrespeito contra a legislação e contra a pessoa com deficiência. Somos cerca de 5 mil pessoas cadastradas na associação em Salvador. É um descaso, temos que clamar para que esse transporte que estão trazendo venha com o mínimo de acessibilidade para que a gente possa ter um transporte digno”, pontuou.

Novas embarcações

Segundo o portal A Tarde, a empresa Happy Frontier, de Portugal, propôs ao governo do Estado a venda de duas embarcações: a Theologos V II, com capacidade máxima para 450 pessoas; e a Panagiotis D, que pode receber até 451 passageiros. Somadas, há espaço para 901 passageiros.

A proposta, no entanto, não supre a necessidade da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra-BA), que exige capacidade para 1200 pessoas. 

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