Salvador

Cadeirante denuncia que foi espancada por guardas municipais no Festival Virada Salvador

Reprodução/Instagram @suzana_maciel
Em publicação nas redes sociais, mulher afirmou que teve cadeira de rodas quebrada por tumulto causado por guardas municipais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Instagram @suzana_maciel

Publicado em 02/01/2023, às 19h47   Cadastrado por Daniel Brito



Uma mulher denunciou ter sido agredida por guardas municipais durante o Festival Virada Salvador, realizado na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio.

Em seu perfil nas redes sociais, Suzana Maciel relatou o ocorrido. Ela afirmou que em um dos dias da festa, guardas municipais estavam com uma postura agressiva e causando tumultos entre o público que assistia às apresentações do festival.

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Suzana disse também que, em um dos episódios, quase foi esmagada pela multidão. "As pessoas vieram em minha direção com tudo. Passei o maior apuro, todos caindo por cima de mim. Se nao fosse a minha irmã e as pessoas em volta, teria sido um desastre. Gracas a Deus, estou bem", contou.

Embora esteja bem fisicamente, Suzana relatou que teve um prejuízo material. Sua cadeira de rodas ficou quebrada após a confusão, como mostrou nas fotos da publicação. Na postagem, ela afirma que, devido ao prejuízo, não consegue mais utilizar o equipamento e cobra providências da Prefeitura de Salvador.

"Ficou com a roda toda deformada. Estou impossilitada de andar com ela. Aí fica a pergunta: quem vai arcar com esse prejuízo? Como eu fico nisso tudo, seu prefeito Bruno Reis?", questiona.

A reportagem do BNews procurou a Guarda Civil Municipal (GCM) para obter um posicionamento a respeito do caso. Através de nota, o órgão disse que desconhece "qualquer tipo de agressão a uma cadeirante".

"Diferente disso, o órgão ressalta que atuou no apoio ao Camarote Acessível e prestou apoio na segurança do camarote e no translado de pessoas com deficiência", afirmou. A Guarda Civil disse ainda que "realiza uma atuação próxima ao cidadão, buscando colaborar para o desenvolvimento social".

"A instituição informa que está disponibilizando os canais oficiais, para que a denunciante possa formalizar a queixa e com base nos elementos fornecidos possa ser realizada toda a apuração necessária. Os canais são 156 ou do Fala Salvador, através da internet ou aplicativo", finalizou.

Classificação Indicativa: Livre

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