Salvador

Construtora diz que galpão que desabou em Salvador não estava liberado para uso; acidente deixou dois mortos e três feridos

Corpo de Bombeiros
Rota Brasil afirmou que os serviços ainda estavam em andamento e atribuiu à Bahia Ecologia a responsabilidade pela licença da construção  |   Bnews - Divulgação Corpo de Bombeiros
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 30/10/2026, às 10h39



A empresa Rota Brasil Construções Ltda., responsável pela construção do galpão da Bahia Ecologia, onde duas trabalhadoras morreram após o desabamento de uma marquise, em Salvador, emitiu uma nota, nesta quinta-feira (29), afirmando que a obra não estava concluída nem havia sido liberada para utilização.

O acidente aconteceu na terça-feira (27), nas instalações da empresa de reciclagem, localizada no bairro de Pirajá, nas proximidades da Estrada do Derba. Além das duas mortes, outras três trabalhadoras ficaram feridas.

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No comunicado enviado ao BNews, a Rota Brasil contestou informações sobre uma suposta entrega e liberação da estrutura. Segundo a empresa, os serviços contratados envolviam a montagem da estrutura e a cobertura do galpão, que ainda estavam em execução no momento do acidente.

A construtora também declarou que não autorizou, verbalmente ou por escrito, a circulação de pessoas nem o armazenamento de materiais sob a estrutura enquanto os trabalhos estavam em andamento.

Área teria sido isolada antes do acidente

Ainda no comunicado, a Rota Brasil afirmou que, no dia do desabamento, funcionários da construtora estiveram no local, isolaram a área e suspenderam temporariamente os serviços por causa das fortes ventanias registradas na região.

A empresa disse ainda que sua equipe técnica orientou expressamente que ninguém circulasse ou utilizasse o espaço delimitado. Na versão apresentada pela construtora, a permanência de funcionárias da Bahia Ecologia na área teria ocorrido apesar dos alertas feitos pelos responsáveis pela obra.

A Rota Brasil também atribuiu à Bahia Ecologia a responsabilidade pela regularização do espaço junto aos órgãos públicos. A construtora citou uma cláusula do contrato firmado entre as empresas, segundo a qual caberia à contratante providenciar os projetos e a licença de construção, além de garantir as condições necessárias para a execução dos serviços.

A empresa afirmou que documentos, registros de campo e outros elementos relacionados ao caso estão sendo apresentados à Polícia Civil, ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e às autoridades fiscalizadoras.

A Rota Brasil declarou, por fim, ainda confiar que as investigações e perícias vão esclarecer as causas do desabamento e comprovar o cumprimento das normas de segurança e construção durante a montagem do galpão.

O que diz a Bahia Ecologia

Também em nota, a Bahia Ecologia afirmou que mantém os alvarás de funcionamento e os demais documentos legais regularizados, conforme teria sido constatado pelos órgãos de fiscalização que compareceram ao local.

Segundo a companhia, o galpão era uma edificação recém-construída pela empresa Rota Brasil Construções Ltda., contratada para executar a obra. A Bahia Ecologia declarou que os responsáveis pela construção autorizaram a circulação de pessoas no espaço e que a retomada das atividades ocorreu com base nessa autorização.

Relembre o acidente

Duas trabalhadoras morreram e outras três ficaram feridas após o desabamento de uma marquise nas instalações da empresa de reciclagem Bahia Ecologia, no fim da tarde de terça-feira (27), no bairro de Pirajá, em Salvador, nas proximidades da Estrada do Derba.

As vítimas feridas foram socorridas e encaminhadas para unidades de saúde. Duas foram levadas ao Hospital Geral do Estado (HGE), enquanto a terceira foi encaminhada ao Hospital do Subúrbio.

Uma das vítimas fatais, identificada como Joseane Raimundo Pereira Silva, fez aniversário no dia do acidente. Pouco antes do desabamento, ela chegou a gravar um vídeo e enviou ao marido.

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