Salvador
por Cauan Borges
borgesjornalismo2023@gmail.com
Publicado em 15/09/2026, às 15h14 - Atualizado às 17h28
O Yacht Clube da Bahia, localizado no bairro da Barra, em Salvador, enfrenta uma nova crise interna após o registro de uma segunda renúncia e a divulgação de um resultado operacional negativo de R$9 milhões no exercício 2026/2027.
O valor representa uma forte deterioração de 2.900% em relação ao resultado do exercício anterior, que ficou em aproximadamente R$300 mil. A renúncia mais recente é a de Mário de Paula Guimarães Gordilho, conselheiro mais antigo da instituição e integrante da Câmara de Finanças há mais de 45 anos.
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Em carta encaminhada ao presidente do Conselho, Mauricio Stern, Gordilho afirmou que deixa o cargo por não concordar com decisões recentes relacionadas à gestão financeira do clube. Entre os principais pontos levantados pelo ex-conselheiro está a utilização de recursos não operacionais, classificados por ele como receitas patrimoniais, para financiar despesas da operação do Yacht.
Segundo Gordilho, a Câmara de Finanças, após analisar o orçamento de 2026/2027 em conjunto com o Conselho Fiscal, havia recomendado que essas receitas não fossem utilizadas no orçamento operacional. No entanto, a proposta foi derrotada durante uma reunião do Conselho.
Uma alternativa, de acordo com Gordilho, apresentada de surpresa por um conselheiro e ex-Comodoro foi aprovada, apesar de, segundo Mário, não apresentar uma estrutura financeira: “Apresento a minha renuncia ao Conselho do nosso YACHT, por não compactuar com as últimas decisões aqui tomadas, principalmente no que tange à utilização de recursos não operacionais na gestão operacional do clube”, escreveu.
Gordilho também manifestou preocupação com os rumos financeiros da instituição e alertou para o risco de agravamento da situação caso as decisões atuais sejam mantidas: “Se os Srs Conselheiros continuarem nesta toada, certamente em pouco tempo veremos a debacle desta ‘saúde’ financeira atual”, afirmou na carta.
A renúncia ocorre justamente após o Conselho receber o fechamento do exercício, que apontou resultado operacional negativo de R$9 milhões. O número chama atenção diante do resultado registrado no exercício anterior, de aproximadamente R$300 mil, e reforça a preocupação manifestada pelo ex-conselheiro sobre o equilíbrio financeiro da instituição.
Gordilho afirmou ainda que sua saída ocorre em protesto, apesar de se declarar “constrangido e triste” com a situação. Ao longo de sua trajetória no Yacht Clube da Bahia, o conselheiro acumulou mais de 45 anos como conselheiro, período em que participou de diversos mandatos e atuou na Câmara de Finanças.
A atual movimentação representa a segunda renúncia envolvendo a direção do clube no histórico recente apresentado. Em novembro de 2020, o então comodoro Marcelo Gama Lobo também anunciou sua saída do cargo. Na ocasião, o comunicado informava que a vaga seria ocupada pelo então presidente do Conselho, Mário Gordilho, enquanto Eduardo Coutinho assumiria a vice-presidência.
Naquele momento, uma nova eleição deveria ser convocada para escolher o novo comodoro, com prazo de até 45 dias para conclusão do processo. A regra estabelecida pelo clube determinava que apenas integrantes do Conselho poderiam disputar o cargo.
A equipe BNews entrou em contato com o Yacht Clube da Bahia em busca de informações acerca da renúncia de Gordilho e do aumento negativo do exercício operacional da companhia. No entanto, não houve retorno até o fechamento da reportagem.
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