Salvador
por Analu Teixeira e Maycol Douglas
Publicado em 05/11/2025, às 17h35
O caso do corredor baiano Emerson Pinheiro, que perdeu uma perna após ser atropelado enquanto treinava na orla da Pituba, em Salvador, ganhou novos desdobramentos nesta semana. O Ministério Público da Bahia (MP-BA) entrou com um recurso para restabelecer a prisão preventiva de Cleydson Cardoso Costa Filho, motorista acusado de causar o acidente em agosto deste ano.
O julgamento do pedido está marcado para esta quinta-feira (6), às 8h30, no Tribunal de Justiça da Bahia.
Em entrevista ao BNews, o advogado de Emerson, Rogério Matos, afirmou que a expectativa da defesa é que o pedido do Ministério Público seja aceito. “Nossa expectativa é a melhor possível. O Ministério Público recorreu da decisão que revogou a prisão preventiva, e esperamos que o tribunal acolha o pedido, já que há parecer favorável também da Procuradoria de Justiça”, disse Matos.
O advogado reforçou que o acusado não tem condições de permanecer em liberdade, devido ao seu histórico de infrações e ao risco que representa para outras pessoas.
“O autor do fato é uma pessoa recorrente em crimes e confusões de trânsito. Ele estava visivelmente embriagado e, antes de atingir o senhor Emerson, tentou jogar o carro contra outros corredores. Isso está nos autos do inquérito policial e foi confirmado por testemunhas oculares”, afirmou o defensor.
“É alguém que fere flagrantemente a ordem pública e não pode estar em convívio com a sociedade”, completou.
O atropelamento aconteceu no dia 16 de agosto de 2026, quando Emerson participava de um treino coletivo de corrida. O impacto causou fraturas nas duas pernas, levando à amputação de uma delas. O caso gerou comoção e levantou discussões sobre segurança para atletas que treinam em vias públicas.
Após o acidente, Emerson segue sendo símbolo de superação. Em outubro, ele fez um retorno simbólico aos treinos com o grupo MBSports, na Praça dos Eucaliptos, em Salvador. A defesa da vítima e o Ministério Público sustentam que a prisão do motorista é necessária para garantir a ordem pública e evitar novos riscos.
“O Ministério Público fundamenta o pedido de prisão justamente nisso: ele é um perigo para a sociedade. E eu também afirmo, com base nos autos, que esse cidadão não deve estar solto”, concluiu o advogado.
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