Salvador

Empresas de ônibus de Salvador alegam deficit estimado em R$ 200 milhões para 2025

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Após negociações sem consenso com empresas, rodoviários ameaçam greve de ônibus em Salvador, destacando a crise na mobilidade pública  |   Bnews - Divulgação Gilberto Júnior/SECOM
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 26/05/2025, às 20h35



Após mais uma rodada de negociações ente Sindicato dos Rodoviários e as empresas de transporte público de Salvador, as notícias não são apaziguadoras. Apesar da mediação da Superintendência Regional do Trabalho, a relação entre os empresários e os trabalhadores ainda não chegou a um consenso. Caso não haja acordo, os rodoviários devem parar na quinta-feira (29).

As empresas acumulam dificuldades econômicas anunciadas desde o início das concessões, em 2015, chegando a realizar uma proposta de reajuste salarial de 2,42%. No entanto, a proposta foi considera insuficiente pelo Sindicato dos Rodoviários, que exigem a redução de um domingo de folga por mês, além do plano de saúde, a compensação plena de horas, a manutenção da jornada parcial e uma contrapartida de 15% de ticket alimentação.

De acordo com dados recente do Transporte Coletivo por Ônibus de Salvador (STCO), no primeiro quadrimestre de 2025 foram 28 milhões de embarques e 14,1 milhões de pagantes, o que registra uma queda ao comparar a outros anos, logo ressalta uma possível crise no setor.

Com o BRT e metrô, a quantidade de pessoas que utilizam os ônibus vem diminuindo, o que pode impactar na sustentabilidade financeira do sistema de transportes de Salvador. Outro cenário que afeta a mobilidade, é que a capital baiana ainda possui um dos menores custos operacionais entre as capitais brasileiras, que gera um deficit estimado em R$ 200 milhões para 2025.

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