Salvador

Entregadores de aplicativo em Salvador aderem a movimento nacional e paralisam atividades; saiba detalhes

Mariana Cedrim/ Bnews
Diretor da associação disse que pode haver uma manifestação caso não tenha uma resposta satisfatória do governo federal  |   Bnews - Divulgação Mariana Cedrim/ Bnews
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 01/09/2026, às 12h46



Os entregadores de aplicativos em Salvador aderiram a uma paralisação nacional, conhecida como Breque Nacional dos Apps, onde pedem melhorias para a categoria que se sente sufocada com o custos que precisam repassar para as plataformas.

Dentre as reivindicações estão uma taxa mínima de R$ 10 por viagem de até 4 km, com acréscimo de R$ 2,50 por quilômetro excedente.

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Durante a paralisação, a orientação dos organizadores é para que os entregadores permaneçam off-line nos aplicativos. Na capital baiana houve alguns flagradas de profissionais tentando não aderir ao movimento, mas logo foram alertados pelos colegas.

Em entrevista ao Bnews, o diretor da Associação dos Motoristas e Motociclistas por Aplicativo da Bahia (Amaba), José Sousa, disse o objetivo principal da categoria é mandar uma MP para o governo nos mesmos parâmetros da que foi aprovada para os caminhoneiros.

"A ideia primária é mandarmos uma MP pra o governo federal nos mesmos moldes que ocorreram com os caminhoneiros obrigando as plataformas a colocarem o mínimo que a gente está pedindo", disse. Ele alega ainda que os custos para os entregadores é muito alto, portanto é preciso ter uma tecnologia administrada exclusivamente pelos profissionais.

"Os custos são muito altos, então o trabalhador precisa de uma tecnologia própria que ele mesmo administre e que o custo seja zero"", pontuou.

Ainda em entrevista ao Bnews, Sousa confirmou que a adesão não foi 100% para quem atua com mobilidade (transportando passageiros), mas os entregadores aderiram ao movimento. Esclareceu ainda que avisou às empresas para que não produzissem muito alimento a fim de não terem prejuízo. O diretor disse ainda que caso não haja uam resposta por parte do governo vai haver uma manifestação em uma data a ser definida.

Sobre a PLP 152

Há o PLP 152 tramitando no Congresso Nacional e não avançou. A categoria avalia que esse projeto não é adequado e defende um acordo semelhante ao que foi feito para os caminhoneiros, a Lei 15.485 que tornou definitivos diversos trechos da Medida Provisória do Frete (MP 1.343/2026).

A norma estabelece, entre outras coisas, nova metodologia de cálculo do piso mínimo, reajuste automático sempre que o preço dos combustíveis variar 5% ou mais, atualização da tabela a cada 6 meses, aumento da fiscalização sobre contratações abaixo do piso e do valor das multas, com possibilidade de cancelamento do registro de transportadoras que descumprirem as regras, além de piso salarial para longas distâncias, novas regras previdenciárias e obrigação de pagamento em até 30 dias.

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