Salvador

Estudantes fazem novo protesto contra aumento da tarifa de ônibus em Salvador: 'Tem que escolher entre comer e pagar transporte'

Devid Santana/BNews
Nesta terça-feira, estudantes se reúnem em frente ao gabinete do prefeito Bruno Reis  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews

Publicado em 13/01/2026, às 12h08   Redação BNews, com informações de Leonardo Oliveira



Os estudantes de Salvador realizam, nesta terça-feira (13), uma nova manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus na capital baiana. Desta vez, o ato ocorre em frente à sede da Prefeitura, onde funciona o gabinete do prefeito Bruno Reis.

A mobilização, organizada pela União Estadual dos Estudantes (UEES), ganhou força após o anúncio do reajuste da tarifa, que passou de R$ 5,60 para R$ 5,90 no último dia 5 de janeiro.

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Em entrevista ao BNews, Lucas Santana, presidente da Associação Baiana Estudantil Secundarista (ABES), criticou o impacto do aumento no cotidiano de estudantes e trabalhadores.

"Acreditamos que essa tarifa não representa a realidade do povo soteropolitano. Bruno Reis usa da caneta para distanciar os sonhos daqueles que precisam acessar a cidade, principalmente os estudantes secundaristas e universitários, que não aceitam pagar R$ 5,90 para acessar a educação. As pessoas têm que escolher entre comprar comida ou pagar o transporte público, que não é de qualidade. É um transporte cheio de barata, que parece que vai quebrar quando a gente entra", afirmou.

Já Liz Lage, presidente da Associação dos Grêmios Estudantis de Salvador (AGES), destacou que uma nova manifestação está prevista para acontecer durante a Lavagem do Bonfim, nesta quinta-feira (15), quando o prefeito e outras autoridades devem participar do cortejo.

"Hoje estamos na porta da Prefeitura, mas, como prometido, vamos levar o ato para a Lavagem do Bonfim, que é o momento em que o prefeito e vereadores estarão lá. Não dá para ficar só comentando nas redes sociais. A gente tem que ocupar as ruas para fazer o enfrentamento político e mostrar que os estudantes e trabalhadores não vão aceitar pagar R$ 5,90 para estudar ou se alimentar", afirmou.

Para ela, o reajuste pesa principalmente sobre jovens de baixa renda: "Para muita gente pode ser um valor irrelevante, mas, para quem vem da periferia, como eu, é um valor que faz falta. A sociedade está começando a entender que não é normal pagar R$ 5,90 para estudar", finalizou.

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