Salvador
Publicado em 23/09/2024, às 05h00 - Atualizado às 12h00 Redação BNews
Uma mulher identificada como Lívia Sereno compartilhou um vídeo em seu perfil no Instagram denunciando a Faculdade Internacional De Evolução Profissional (Fiep), localizada no bairro de Piatã, em Salvador, de não entregar seu diploma referente a um curso concluído em dezembro de 2023. A instituição de ensino foi fundada pela candidata a vereadora na capital baiana Carla Mota (Republicanos).
Por meio do desabafo, a mulher relata que se formou no curso de Optometria em dezembro de 2023, colou grau no dia 13 de março de 2024, mas, até hoje, não recebeu o diploma. "O prazo do MEC é de 60 dias para expedição do diploma após a colação de grau. Seis meses já se passaram e nenhum canal oficial me responde de nenhuma forma", relatou.
Ainda de acordo com Lívia, o perfil oficial da faculdade deletou todos os comentários deixados por ela nas publicações do Instagram e foi bloqueada. Na sequência, ela desabafa sobre a postura da candidata Carla Mota, CEO da faculdade.
"Eles não me falam nada e agora me bloqueiam e apagam todos os comentários de mais pessoas que também entraram nessa (..) A CEO é a Carla Mota, candidata a vereadora do Republicanos em Salvador. Ela não entrega nem o que é de direito da pessoa dentro da faculdade dela, que é o meu diploma, e de outras tantas pessoas que estão sem. Vocês acham que ela vai entregar alguma coisa fora da faculdade para qualquer pessoa como vereadora?", disparou.
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Nos comentários no vídeo de Lívia, mais de cinco pessoas relataram que estão passando pela mesma situação. "Possuo apenas o certificado de conclusão expedido após a colação. Diversas vezes tentei me comunicar com a faculdade e sempre sem sucesso. Situação é comunicação lamentáveis", disse um. "Também estou aguardando meu diploma, a última vez que responderam disseram que estava em processo. Agora estou muito preocupada e angustiada, não posso perder meu diploma, muito dinheiro, tempo e dedicação investidos", desabafou outra.
Resposta
Procurada pelo BNews, a candidata a vereadora e fundadora e CEO da Fiep, Carla Mota, afirmou a denunciante Lívia Sereno é uma "bolsista, ex-professora, que hoje trabalha em uma instituição concorrente, em outro estado, que tenta pela segunda vez arranhar a imagem da instituição, bem como a de Carla Mota, para obter resultados profissionais na sua nova empregadora".
Disse ainda que a instituição encontra-se devidamente regularizada conforme a Portaria nº 307 de 15 de outubro de 2020, e segue seus trâmites normais de todos os seus atos dentro da legislação educacional brasileira, desde a fundação até os dias atuais, e explicou a questão do diploma.
Ao BNews, Lívia rebateu e afirmou que não tem como objetivo atacar a imagem da instituição. "Escolhi a FIEP para cursar minha graduação por confiar e admirar a instituição. Como professora e coordenadora de pós-graduação em outras instituições, essa escolha reflete o apreço que tenho pela FIEP", disse
Leia a nota de Carla Mota completa:
Carla Mota, fundadora e CEO da FIEP Faculdade Internacional de Evolução
Profissional, vem esclarecer as acusações indevidamente sofridas através de Livia Sereno, na rede social Instagram.
A FIEP encontra-se devidamente regularizada conforme a Portaria nº 307 de 15 de outubro de 2020, e segue seus trâmites normais de todos os seus atos dentro da legislação educacional brasileira, desde a fundação até os dias atuais.
No tocante aos alunos concluintes todos receberam devida documentação com nomenclatura de: Certificação de Conclusão de Curso, juntamente com Histórico Escolar os quais possuem o mesmo poder de direito de atuação equivalentes a um diploma até que esse venha a ser disponibilizado.
"De fácil consulta pública pode se obter as devidas informações, pois: "prazo de validade de um certificado de conclusão de graduação não tem uma data de expiração específica, pois, uma vez emitido, ele atesta permanentemente que o indivíduo cumpriu todos os requisitos para a conclusão do curso superior.
No entanto, para situações específicas, como concursos públicos ou processos seletivos, o certificado pode ser exigido dentro de um período após a conclusão, geralmente até a emissão do diploma definitivo. O diploma, que é o documento final, também não expira. Ambos são válidos indefinidamente, a menos que haja alguma irregularidade ou fraude no processo de emissão (...)”.
No entanto, o mais comum das instituições de ensino é emitir o certificado de conclusão de curso com validade de 1 ano, renovável por igual período, tal prática também é exercida pela FIEP
Ademais em toda existência da IES, essa jamais deixou de cumprir a rigor a legislação, além de ter ser cumprido também seu papel social gerando colaboração e grande assistencialismo social para a comunidade soteropolitana realizando sempre promoção de saúde visual, devolvendo a dignidade do direito de enxergar para milhares de cidadãos, realizando suas atividades de extensão, aulas clínicas e estágios supervisionado, em comunidades e órgãos de grande relevância, como: APAE, Secretária de Educação,Secretaria de Segurança Pública, Associação Baiana de Deficientes Físicos, Mansão do Caminho, Policiais Militares - Bahia, Recriar (Crianças Autistas) e diversas outras comunidades das periferias.
Em todas essas ações, realizamos exames de vista e doamos óculos, na sua grande maioria. Vale ressaltar que inúmeros eventos científicos foram realizados na Assembleia Legislativa da Bahia, na Câmara de Vereadores, todos gratuitos e abertos à população se conscientizar sobre a importância da saúde visual para o desenvolvimento humano.
Por fim, a denunciante se trata de uma bolsista, ex professora, que hoje trabalha em uma instituição concorrente, em outro estado, que tenta pela segunda vez arranhar a imagem da instituição, bem como da Carla Mota, para obter resultados profissionais na sua nova empregadora, todavia a forma humanizada que a FIEP trata o ensino, seus alunos, colaboradores, assim como as atitudes de inovação e defesa da causa, faz com que a FIEP continue evoluindo em seu percurso existencial"
Atualização da decisão:
Após a repercussão do caso, o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento para apurar as supostas irregularidades relacionadas à emissão de diplomas pela Faculdade Internacional de Evolução Profissional (FIEP). Durante a investigação, a instituição informou que possui contrato de prestação de serviços educacionais com a Universidade Castelo Branco (UCB), responsável pelo registro dos diplomas dos alunos concluintes.
Segundo a faculdade, os documentos estavam em processo de emissão em parceria com a universidade certificadora e que todos os estudantes já haviam recebido certificado de conclusão de curso e histórico escolar, documentos considerados válidos para comprovar a finalização da graduação até a expedição do diploma definitivo.
No decorrer do procedimento, o Ministério Público solicitou informações adicionais e documentos comprobatórios. A FIEP apresentou, entre outros itens, modelo de diploma, protocolos de entrega, registros de alunos que já receberam o documento, circulares informando sobre a regularização da emissão e comunicações realizadas com estudantes para atualização de dados necessários à confecção dos diplomas.
Em audiência realizada na promotoria no dia 9 de julho, representantes da instituição afirmaram que a emissão dos diplomas depende da atualização de documentos por parte de alguns alunos e que os atestados de conclusão começaram a ser emitidos em maio de 2025.
Após análise do material apresentado, a 2ª Promotoria de Justiça do Consumidor concluiu que os diplomas estão sendo expedidos e que a instituição tem adotado medidas para regularizar a situação junto aos estudantes. Dessa forma, o Ministério Público entendeu que não há interesse de agir que justifique a continuidade da investigação e determinou o arquivamento do procedimento, sem prejuízo de reabertura caso surjam novas provas de irregularidades.
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