Salvador

Fernando Guerreiro fala sobre cultura da Bahia: “Quando entro, é pra fazer acontecer”

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Durante debate, Fernando Guerreiro destacou sua missão à frente da FGM e a importância do trabalho em equipe para a cultura em Salvador  |   Bnews - Divulgação BNews/Luana Neiva
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 04/02/2026, às 21h56



O gestor cultural e diretor teatral Fernando Guerreiro analisou as políticas culturais em Salvador, respondeu a críticas sobre falta de incentivo e destacou sua postura à frente da Fundação Gregório de Mattos (FGM). As declarações foram feitas durante debate no programa Se Liga Bocão, ao comentar cobranças recorrentes feitas por artistas da capital baiana.

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Ao ter o nome citado como uma das poucas referências de apoio à cultura na cidade, Guerreiro fez questão de contextualizar sua atuação e destacou que sempre encarou o cargo como uma missão de trabalho.

“Quando eu fui chamado para a presidência da Fundação, em 2013, a primeira pergunta que eu fiz foi: tem trabalho? Se não tiver, eu não vou. Quando eu entro numa coisa, eu entro pra trabalhar”, destacou.

Segundo ele, sua postura sempre foi a de servidor público comprometido com resultados e com a população: “Servidor público tem que trabalhar para o público. Se eu tô ali, é pra agir, é pra fazer as coisas acontecerem.”

Fernando Guerreiro também ressaltou que, ao longo de mais de uma década à frente da FGM, contou com apoio de diferentes gestões e conseguiu formar uma equipe técnica sólida: “Eu tive apoio de Neto, tenho apoio até hoje, de Bruno, de Ana Paula e de uma equipe fantástica. Meu braço direito e esquerdo são pessoas fantásticas.”

Durante a conversa, o gestor comentou ainda sobre os desafios do incentivo à cultura e a necessidade de equilíbrio entre apoio aos artistas e responsabilidade com o dinheiro público. 

“O dinheiro não é meu, é da prefeitura. Então o artista precisa fazer projeto, prestar contas. O patrocínio não pode cair de paraquedas.”

Guerreiro citou o Viva Cultura, conhecido como a Lei Rouanet Municipal, como um dos mecanismos de incentivo em funcionamento na capital. “Só esse ano já são cerca de seis milhões de reais em isenção. Os editais estão correndo a todo vapor”, revellou.

Apesar disso, ele reconheceu que o setor cultural ainda enfrenta dificuldades e que o apoio precisa ser ampliado.

“Precisa ter muito mais apoio, sim. Mas existem formas democráticas e inclusivas”, finalizou.

Assista ao Se Liga Bocão desta quarta-feira (4)

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