Salvador

Grande casa noturna do Rio Vermelho anuncia fechamento: "Sim, acabou"

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A DJ Gabi da Oxe surpreendeu a todos ao anunciar o fim do Bombar RV, uma casa tradicional no Rio Vermelho, em Salvador.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 09/04/2026, às 18h51 - Atualizado às 18h57



A DJ Gabi da Oxe pegou os soteropolitanos de surpresa na noite desta quinta-feira (8), com o anúncio do fechamento definitivo do Bombar RV, tradicional casa localizada no Rio Vermelho. O comunicado foi feito em um post nas redes sociais. "Sim, acabou", escreveu ela, que é proprietária do local, na legenda de um longo vídeo de desabafo (assista abaixo).

"Eu tenho noites e noites e noites sem dormir, pensando como é que eu viria aqui falar isso tudo. Fazendo conta, tentando achar soluções, tentando achar novos caminhos, falando com pessoas, pedindo ajuda, entendendo como é que eu responderia certas coisas que eu não tenho resposta, lendo coisas muito dolorosas, tentando lidar com todo esse caos e tentando lidar com talvez a decisão mais dura que eu já tomei na minha vida. O Bombar não existe mais. Eu tentei, eu tentei muito", lamentou.

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Bombar RV foi uma das boates mais tradicionais de Salvador. (Foto: Divulgação)

Ela afirmou que, apesar do grande fluxo de clientes, o local não se sustenta mais financeiramente. "Por muitas e muitas vezes vocês viram o Bombar cheio, lotado de gente, lotado de pessoas, lotado de vida, lotado de alegria, lotado de tudo que vocês possam imaginar. Só que isso não se refletia de fato no dinheiro deixado. Um dinheiro de um fim de semana, ele não serve só para o fim de semana, ele serve para toda uma cadeia, uma estrutura que envolve custos, que envolve aluguel, que envolve tudo mais e ainda mais que eu vinha de um cenário não muito bom, não muito positivo de antes", explicou.

Gabi afirmou que tentou empréstimos para salvar a casa noturna, que já havia sido fechada temporariamente em 2025. Houve, inclusive, uma tentativa de mudança do local, sem sucesso.

"Eu envolvi minha família, eu pedi empréstimos, eu trabalhei incansavelmente como DJ, ia para eventos exausta, querendo estar em casa dormindo porque eu precisava fazer grana, porque eu precisava pegar essa grana e colocar dentro do Bombar", desabafou.

A artista ainda afirmou que desenvolveu ansiedade e depressão com os problemas financeiros da boate. "Não foi fácil. Agradeço a todos que me ajudaram até aqui", disse, em lágrimas.

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