Salvador
Publicado em 05/06/2025, às 21h49 - Atualizado às 21h51 Aina Soledad
A aposentada Maria Lúcia Lima, de 73 anos, passou por uma situação constrangedora na tarde desta quinta-feira (05), ao se dirigir à Crefisa, localizada na Avenida Dorival Caimmy, em Itapuã, para sacar benefício referente à pensão do marido, falecido em 2023.
Tudo começou quando a idosa chegou na agência para assinar a papelada referente ao benefício e achou estranho concordar com um termo de adesão de produtos e serviços sob pena de não sacar a pensão. Ela ligou para o filho, que é advogado, para verificar se a prática era legal.
Foi então que Danilo Pereira foi ao local conferir os documentos e orientou a mãe a não assinar - já que, segundo ele, a cláusula tratava sobre contratação de cartões de crédito e essa não é a necessidade da mãe. No momento, ela precisa apenas ter acesso à pensão deixada pelo marido.
Danilo então questionou os atendentes e pediu para chamar a gerente, que foi intransigente.
“Eles informaram pra gente que ou era assim ou minha mãe não receberia o benefício.”
Ele orientou a mãe a seguir com a postura de não assinar. A partir daí, segundo o advogado, começaram as ofensas: “Pobre até pra receber dinheiro cria confusão”, teria dito uma das funcionárias.
A aposentada Maria Lúcia não assinou os documentos e também não sacou o benefício. Agora, o filho pretende judicializar o caso para solucionar a situação e evitar que outros idosos sejam lesados. “O que vivemos hoje se caracteriza como coação moral e estelionato. Vamos registrar boletim de ocorrência e demais consequências jurídicas”, informou.
A instituição foi procurada para responder sobre a situação, mas até a publicação da matéria, não respondeu. O espaço segue aberto.
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