Salvador
Salvador tem avançado em políticas voltadas para a mobilidade sustentável, mas a realidade enfrentada por ciclistas da capital baiana revela que ainda há muito a ser feito para tornar o uso da bicicleta uma alternativa segura e eficiente de transporte.
A cidade, com seu extenso litoral e potencial paisagístico, poderia ser referência nacional em ciclomobilidade, mas enfrenta problemas estruturais e de segurança que desestimulam o uso cotidiano das ciclovias, que se extendem por 308,59 km em Salvador,.
Josué Brandão, de 25 anos, é um dos muitos ciclistas que apontam falhas recorrentes nas vias destinadas às bicicletas. “A ausência de sinalização adequada, obstáculos como tampas de bueiro rebaixadas e galhos de árvores, além de ciclovias incompletas e de curta extensão, obrigam os ciclistas a usarem a pista de veículos ou a calçada, o que representa um risco à segurança”, denunciou.
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A sensação de insegurança também é uma constante entre os ciclistas. Trechos como o da ciclovia do metrô, entre o bairro da Paz e Pituaçu, são frequentemente citados como áreas de maior vulnerabilidade. “Nas regiões com maior incidência de furtos, especialmente na orla e na ciclovia do metrô, observa-se uma maior vulnerabilidade. É fundamental instalar câmeras de segurança, aumentar a extensão das ciclovias e garantir manutenções periódicas”, sugeriu Josué.
Daniel Santana, 38 anos, que pedala regularmente ao longo da orla, reforça os problemas estruturais das ciclovias da capital. “Salvador poderia ter a ciclovia mais bonita do país por conta da paisagem natural, mas existem muitos buracos, rachaduras e desníveis. A sinalização também está precária”, afirmou.
Para Daniel, o problema se agrava em áreas pouco movimentadas e mal iluminadas. “Evito pedalar em trechos como o do Jardim dos Namorados até o Largo das Baianas, e atrás do Centro de Convenções. São regiões muito desertas, mal iluminadas e sem policiamento. A presença de postes apagados contribui para o aumento da criminalidade.”
O ciclista defende uma requalificação completa da infraestrutura. “A prefeitura deveria reformar toda a extensão da ciclovia, melhorar a pintura para sinalizar com clareza para ciclistas e pedestres, reforçar a iluminação e garantir policiamento durante o ano todo, não apenas no verão.”
A Secretaria Municipal de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), por sua vez, afirma que a cidade está avançando na promoção de uma mobilidade mais limpa. Em nota, a pasta destaca a ampliação das ciclovias, a integração com usinas fotovoltaicas nas estações do BRT e soluções de infraestrutura verde como tetos vegetados e o plantio de mais de 10 mil mudas nativas da Mata Atlântica.
Além disso, outras medidas sustentáveis vêm sendo adotadas, como o uso de etanol na frota oficial, iluminação pública totalmente em LED, hortas urbanas, ampliação da reciclagem de resíduos sólidos e decretos que incentivam práticas mais ecológicas na administração pública.
“Salvador avança rumo a uma cidade mais resiliente, eficiente e comprometida com o meio ambiente, reforçando que o caminho para o futuro é construído com planejamento, inovação e responsabilidade climática”, afirma a Secis.
A equipe do BNews entrou em contato com a Secretaria Municipal De Mobilidade (Semob), com o intuito de buscar mais informações acerca das reclamações e das possíveis ações da entidade nas ciclovias soteropolitanas, mas não houve resposta.
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